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sábado, 21 de fevereiro de 2015

* Hipnose: a fé católica tem restrições à sua prática.

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A Faculdade Saint Mary, em Notre Dame, no Estado norte-americano de Indiana, organizou recentemente um “show de hipnotismo” como evento gratuito de entretenimento para os estudantes. É um tipo de evento que tem se tornado popular em vários campi universitários dos Estados Unidos nos últimos anos. Da perspectiva católica, no entanto, a prática é considerada perigosa, inclusive por um documento do Pontifício Conselho para a Cultura.
O hipnotizador que foi ao campus da Saint Mary é Jim Wand, que, segundo o anúncio feito pelo diretor de atividades para os estudantes da instituição, “consegue fazer de tudo com os alunos e alunas, desde dançar e cantar até pensar que são ‘top models’. Não importa como os alunos participam: o show vai ser muito divertido para todos os que vierem”. Jim Wand é um convidado frequente nos campi universitários da América do Norte.
Uma das alunas hipnotizadas contou ao jornal The Observer que sentiu um enorme desejo de agradar ao hipnotizador: “A minha cabeça ficou confusa. Eu sentia que tinha que deixá-lo muito feliz e que tinha que dar um show para o público”.
O documento em que o Pontifício Conselho para a Cultura se manifesta a propósito da hipnose é “Jesus Cristo, o Portador da Água da Vida: uma Reflexão Cristã sobre a ‘New Age’”. O texto cita a hipnose entre uma série de “técnicas New Age” voltadas a “criar uma atmosfera de fraqueza psíquica e vulnerabilidade”, privando a pessoa do seu uso da razão:
“Somos autênticos quando tomamos conta de nós mesmos, quando as nossas escolhas e reações fluem espontaneamente das nossas necessidades mais profundas, quando o nosso comportamento e os sentimentos que manifestamos refletem a nossa integridade pessoal”.
Como o hipnotismo “priva o sujeito do uso pleno da razão e do livre arbítrio, é necessária uma justificativa razoável para permitir a sua prática”, resumiu o padre Edwin Healy, SJ, no artigoÉtica Médica“, publicado pela Editora Universitária Loyola em 1956. A “necessidade de justificativa razoável” excluiria, portanto, o hipnotismo para fins de entretenimento.
A Enciclopédia Católica descreve o hipnotismo como perigoso devido aos “riscos físicos ou fisiológicos, psíquicos ou intelectuais e, acima de tudo, morais” que estão inerentemente presentes na prática:
“No processo de sugestão, o indivíduo aliena a sua liberdade e a sua razão, entregando-se ao domínio de outro. A ninguém é lícito abdicar desta forma aos seus deveres de consciência para com a própria personalidade”.
Outra prática frequente que também exige muita atenção e cuidado por parte dos católicos é o uso do hipnotismo nas assim chamadas “terapias de regressão a vidas passadas”, que recorrem à hipnose para, supostamente, ajudar os pacientes a se lembrarem de experiências que teriam vivido em encarnações anteriores. A crença na reencarnação é incompatível com a fé cristã na ressurreição para a vida eterna.

Fonte:carmadelio

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