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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Visão Carismática: Violência contra cristãos

Visão Carismática: Violência contra cristãos: Islamitas do Boko Haram reivindicam ataques que deixaram mais de 50 mortos na Nigéria  (AFP) -O grupo islamita Boko Haram reivindicou ...

LIVROS DEUTEROCANÔNICOS




Os livros deuterocanônicos são: Tobias, Judite, 1Macabeus, 2Macabeus, Eclesiástico, Sabedoria, Baruc, alem de trechos de Ester e Daniel. Foram escritos entre os anos 200 a.c e 100 a.c. A versão Bíblica utilizada pelos Católicos é a Septuaginta assim conhecida por ter sido traduzida do hebraico para o grego por setenta e dois sábios e anciãos judeus na cidade de Alexandria para uma comunidade de judeus que lá viviam e não mais dominavam a língua hebraica. Na época da tradução os livros que compõe o Antigo Testamento ainda não estavam definidos e foram acoplados a eles o sete livros que hoje são rejeitados pela maioria dos protestantes.

Esta tradução do Antigo Testamento logo passou a ser utilizada entre a maioria dos judeus, inclusive os Apóstolos de Cristo que a utilizavam nas suas pregações. Porém no ano 100 d.c judeus da palestina não Cristãos se reuniram na cidade de Jâmnia para redefinir os livros Bíblicos e acabaram excluindo os sete livros deuterocanônicos, assim como também foi excluído qualquer livro que falasse em Jesus, mostrando a falta de inspiração do Sínodo. Sínodo esse que se apóiam os protestantes. O principal motivo desses livros terem sido excluídos foi a rivalidade que os judeus tinhas contra os Cristãos.

Os judeus utilizaram alguns critérios para excluir os livros, porém nenhum desses critérios tem estrutura solida. Um deles é de que Deus só poderia inspirar em Israel, mas isso não faz sentido já que toda lei de Moises foi inspirada no deserto do Sinai ao caminho para o Egito. Outro argumento utilizado é que Deus só poderia inspirar em hebraico. Na realidade Deus disse que só poderia se revelar aos israelitas mas entre eles haviam muitos que falavam outras línguas como o profeta Daniel, por tanto Deus não se revelou apenas em hebraico.

Os primeiros Padres da Igreja citavam vários trechos dos livros deuterocanônicos, e no Concilio de Roma no ano de 382 d. c foi definido o Cânon oficial fazendo parte dele os livros que hoje são tidos como apócrifos por alguns protestantes. O Cânon foi confirmado no Concilio de Hipona em 393 e de Cartago em 397. O engraçado é que estes mesmos Concílios também definiram alguns livros do Novo Tstamento, livros estes aceitos pelos protestantes e Concílios estes também muito citados por eles para confirmar a Canonicidade do Novo Testamento.

Durante a reforma protestante Lutero retirou estes livros por confirmarem doutrinas Católicas, assim como haviam feito os judeus. Os livros deuterocanônicos do Novo Testamento também foram retirados por ele, e depois recolocados por outros protestantes.

As catacumbas de Roma, que eram os locais onde os primeiros Cristãos se reuniam para celebrar seu Culto longe das perseguições do império, também estão cheias de desenhos que retratam cenas dos livros deuterocanonicos. O testemunho dos primeiros Cristão são outra prova das verdades inspiradas nestes livros. Algumas denominações protestantes hoje em dia aceitam todos os livros da Bíblia, assim como foi definida em Concílio durante os séculos, que são os: Luteranos, Presbiterianos e Anglicanos.

É importante ressaltar que alguns critérios foram tomados pelos Católicos na hora de determinar os Livros Sagrados, como: Apostolicidade; que não significa que toda obra dos Apóstolos é inspirada, mas sim as que foram escritos nos momentos de inspiração de um Apóstolo. Foram escolhidos os livros de leitura pública e que eram lidos nas principais Igrejas. Além da Ortodoxia que deve existir em cada Livro Sagrado, sem que nenhum contradiga outro livro da Bíblia.





Fonte de estudo: estudo bíblico apostolado sã doutrina, segunda aula.

Do Blog: PALAVRA DE GUADALUPE

MASTURBAÇÃO






Um dos grandes problemas dos jovens é lidar com esse tipo de pecado, tão comum na juventude. Porém, mostraremos a seguir como vencer esse inimigo, que não é fácil, mas com perseverança será gratificante diante dos olhos de Deus.



COMO SE LIVRAR DA MASTURBAÇÃO



A grande luta do jovem cristão é contra o vício da masturbação. A sua prática é bastante comum entre os rapazes e moças, que é um dos principais problemas enfrentados por eles. Saiba, antes de tudo, que a masturbação não é indício de distúrbio de personalidade ou de problema mental. É um problema muito antigo na humanidade. O "Livro dos Mortos", dos egípcios, já a condenava por volta do ano 1550 antes de Cristo. Também de acordo com o Código Moral dos antigos judeus era considerado pecado grave. Encontrei homens casados que continuavam a se masturbar, embora tivessem uma vida sexual regular com a esposa. Isso mostra que o vício da juventude continuou, e prejudica o casamento. Embora as aulas de "educação sexual", muitas vezes, ensinem que a masturbação é normal, e até necessária, na verdade, é contra a natureza e contra a lei de Deus. Infelizmente, nessas aulas e cartilhas sobre o assunto, os alunos são aconselhados a não terem sentimentos de culpa, angústia ou ansiedade, e ensinam que não é prejudicial a saúde. Isso não é verdade, pois muitos médicos afirmam que ela é prejudicial ao jovem tanto fisicamente quanto psicologicamente.

A Igreja ensina que esta prática é um ato desordenado. Embora defendida por muitos como "algo normal", ela ensina que não :"Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmam sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseco e gravemente desordenado. Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade" (Catecismo da Igreja Católica,§2352).



Para lutar contra a masturbação é preciso se tomar várias atitudes:



1 - Tenha calma diante do problema.



Você não é nenhum desequilibrado sexual, nem impuro e nem uma prostituta impotencial. Assim como não é uma aberração porque se masturba. Enfrente o problema com calma e com fé.



2 - Corte todos os estimulantes do vício.



Jogue fora todas as revistas pornográficas, livros e filmes eróticos que você costumava ver. E não fique olhando para o corpo das moças ou dos rapazes, alimentando a sua mente com desejos eróticos. Deixe de assistir àqueles programas de TV que, cada vez mais, jogam "pólvora" no seu sangue. A TV é, hoje, um dos piores venenos para o jovem que luta contra a masturbação. E fuja dos "sites" eróticos da Internet.



3 - Faça um bom uso de suas horas de folga.



Aproveite o tempo para ler um bom livro, praticar esportes, sair com os amigos,caminhar, etc. Não fique sem fazer nada, especialmente na cama, pois "mente vazia é oficina do diabo".



4 - Não desanime nem se desespere nunca.



Lute diariamente contra a masturbação, mas se você cair, levante-se imediatamente, peça perdão a Deus de imediato, e retome o propósito de não pecar. Não fique pisando na sua alma e se condenando. Diga: "Está bem, eu errei, eu caí, aceito a minha queda humildemente, porque sou fraco; vou conseguir com a ajuda de Deus superar isso. Vou continuar lutando até me libertar definitivamente, mesmo que eu caia um milhão de vezes: não desistirei e não me desesperarei. "Jovem, Deus ama a nossa luta contra o pecado; a nossa vitória diante dele é mais a nossa perseverança na luta do que propriamente a vitória completa. Se confesse com o sacerdote; sempre que cair não tenha receio, ele te compreenderá, pois está acostumado a ouvir isso.



5 - Alimente a sua alma com a oração, a Palavra de Deus e os Sacramentos da Igreja.



Há um ditado que diz: "Mosca não assenta em prato quente". Se você mantiver a sua alma aquecida com o calor do Espírito Santo, as "moscas" da tentação não vão perturbá-lo. Mas se o prato esfriar... Após uma queda no campo sexual, sempre fica claro que faltou "vigilância e oração" para não pecar. Muitas vezes, abusamos da nossa fraqueza e nos expomos diante do perigo... e caímos. Peça sempre a Jesus em suas orações que Ele lhe conceda a virtude da castidade, sempre que cair se confesse imediatamente, procure comugar e estar sempre em oração isso vai te dar forças. experimente!

Há um outro provérbio que diz: " A ocasião faz o ladrão ", ou ainda: " Quem ama o perigo nele perecerá". Na verdade, teremos de pedir mais perdão a Deus porque não vigiamos e não oramos, do que por ter caído no pecado propriamente.



E lembre-se: A vitória vem com muita luta, perseverança, oração e apoio Divino.

Deus sempre estará do seu lado nesta luta e em todas contra o pecado.



Deus te abençõe !





Fonte :pt.scribd.com/doc/7342278/Livrese-Da-Masturbacao

Violência contra cristãos




Islamitas do Boko Haram reivindicam ataques que deixaram mais de 50 mortos na Nigéria

 (AFP) -O grupo islamita Boko Haram reivindicou nesta segunda-feira a autoria dos atentados de domingo contra três igrejas no norte da Nigéria e que provocou a represália de cristãos em uma nova onda de violência que já contabiliza mais de 50 mortos e 150 feridos.

"Alá nos deu a vitória nos ataques lançados contra igrejas (das cidades) de Kaduna e Zaria que provocou a morte de muitos cristãos e membros das forças de segurança", declarou em uma mensagem veiculada na internet Abul Qaqa, porta-voz do grupo islamita.



Ele acrescenta que foram "represálias contra as várias atrocidades cometidas contra os muçulmanos".



"A última contagem nos dá 52 corpos encontrados nas áreas afetadas. Temos mais de 150 feridos", disse um membro da Defesa Civil, sob condição de anonimato. "A maioria das vítimas foram mortas em retaliação", indicou.



De acordo com a polícia, os ataques contra as três igrejas fizeram 16 mortos.



Um jornalista da AFP que acompanhou uma patrulha de soldados nesta segunda-feira pelas ruas de Kaduna viu mesquitas, postos de gasolina, dezenas de veículos e lojas incendiados.



Um toque de recolher de 24 horas foi decretado na cidade.



No exterior, o ministro italiano da Cooperação Internacional, Andrea Riccardi, acusou o Boko Haram de prosseguir com uma estratégia de "extermínio sistemático" da minoria cristã no norte da Nigéria.



"O Boko Haram quer a limpeza étnica no norte e os cristãos são o alvo. Este não é um episódio isolado, mas um extermínio sistemático", declarou o ministro católico, fundador da Comunidade de Sant''Egidio, perto do Vaticano, em uma entrevista ao La Repubblica.



"A estratégia perversa do Boko Haram é provocar uma guerra civil", acrescentou Riccardi, enquanto os parlamentares italianos pediam uma mobilização "para acabar com a caça aos cristãos".



Em Zaria, as explosões tiveram como alvo a catedral católica de Cristo Rei e a igreja evangélica da Boa Nova. Em Kaduna, foi a igreja Shalom afetada nos subúrbios ao sul da cidade de maioria cristã.



Após os ataques, multidões de cristãos irados se envolveram em confrontos contra os muçulmanos em um subúrbio predominantemente cristão da cidade de Kaduna.



Muitas das vítimas sofreram ferimentos com facões e os hospitais estão com falta de sangue para fazer operações, informou um funcionário da Cruz Vermelha.



Uma semana atrás, o Boko Haram anunciou o ataque contra duas igrejas na região central e nordeste da Nigéria, a ação matou quatro pessoas, incluindo o homem-bomba.



Um porta-voz dos islamitas explicou que o grupo queria mostrar que permanecia ativo, apesar da repressão pelas forças de segurança e prometeu mais ataques anticristãos.



O Boko Haram tem multiplicado desde meados de 2009 seus ataques, especialmente em cidades do norte, onde já morreram mais mil pessoas.



A Nigéria, o país mais populoso da África, com cerca de 160 milhões de habitantes, está dividida entre um norte predominantemente muçulmano e um sul predominantemente cristão mais rico graças ao petróleo.




Fonte: Portal TERRA

quinta-feira, 14 de junho de 2012

As contribuições católicas para a Bíblia

     O próprio Lutero disse: "foi um efeito do poder de Deus que o papado preservou, em primeiro lugar, o santo batismo; em segundo, o texto dos Santos Evangelhos, que era costume ler no púlpito na língua vernácula de cada nação..." (14). Muitos católicos e protestantes não percebem quanto devem a Igreja católica por terem a Bíblia como nós temos hoje. Por exemplo, antes que Lutero fizesse sua tradução em alemão em setembro de 1522, já havia dezessete traduções alemãs (todas antes de1518) já impressas, doze destas no dialeto do baixo-alemão. (7)








38-61 d.C. O PRIMEIRO EVANGELHO FOI ESCRITO: S. Mateus, um dos doze apóstolos de Cristo, bispo católico e mártir da fé, escreve o primeiro evangelho da vida de Cristo em hebraico. Este evangelho seria seguido por três outros evangelhos escritos em grego. Estes foram o evangelho de s. Marcos (64 d.C.), o evangelho de s. Lucas (63 ou 64 d.C.) e o evangelho de s. João (97 d.C.).



52 d.C. A PRIMEIRA EPÍSTOLA FOI ESCRITA: S. Paulo, apóstolo de Cristo, bispo católico e mártir da fé, escreve a primeira epístola a uma parte da Igreja. Esta é conhecida hoje como "Primeira aos Thessalonicenses". Este escrito seria seguido de 21 outras epístolas apostólicas por vários autores católicos, sendo o último escrito pelo apóstolo s. João, em 69 d.C.



64 d.C. FOI ESCRITO OS ATOS DOS APÓSTOLOS: S. Lucas, discípulo de s. Paulo, bispo da Igreja católica e mártir da fé, escreve "Atos dos Apóstolos", uma história da igreja católica da Páscoa até a morte de s. Paulo. Atos e o Evangelho Segundo São Lucas, fez s. Lucas o autor da maior parte do NT, ou seja, 28%.



98-99 d.C. O ÚLTIMO LIVRO DIVINAMENTE INSPIRADO DOS APÓSTOLOS É FEITO: S. João, apóstolo de Cristo e bispo da Igreja católica, escreve o último livro divinamente inspirado dos apóstolos. Isto é conhecido hoje como "Apocalipse"



153-170 d.C. O PRIMEIRO TRATADO EM "A HARMONIA DOS EVANGELHOS". : Amais antiga tentativa de fazer uma harmonia foi por Taciano (morreu em 172) e seu título, Diatessaron, dá abundante evidência da primitiva aceitação na Igreja católica de nossos quatro Evangelhos canônicos. A próxima Harmonia foi feita por Amônio de Alexandria, professor de Orígenes, que apareceu em 220 d.C., mas se perdeu. (17)



2º - 3º SÉCULO d.C. A PRIMEIRA ESCOLA DA BÍBLIA: Os antigos católicos começaram uma escola em Alexandria para a aprendizagem dos Evangelhos e outros escritos católicos antigos. (6)



250 d.C. A PRIMEIRA BÍBLIA EM IDIOMA PARALELA: O católico Orígenes cria a edição da Hexapla do VT, que continha o hebraico paralelo com versões gregas. (5)



250 d.C. A PRIMEIRA BIBLIOTECA CATÓLICA: O católico Orígenes cria uma bem equipada biblioteca na Cesaréia, com a finalidade de estudar os Evangelhos e outros escritos católicos antigos. (19)



250-300 d.C. A PRIMEIRA BÍBLIA EM FORMA DE LIVRO: Os judeus usaram o rolo de papiro, os primitivos católicos foram os primeiros ao usar a forma de livro (códice) para Escrituras. (10)



SÉCULO IV - O PRIMEIRO USO DA PALAVRA "BÍBLIA": Veio da palvra grega "biblos", que significa o lado interno do papiro, papel-cana de onde eram feitos os primeiros papéis, no Egito. A forma latina "Biblia", escrita com uma letra maiúscula, veio a significar "O Livro dos Livros", "O Livro" por excelência. As Santas Escrituras foram chamadas de Bíblia pela primeira vez por s. Crisóstomo, arcebispo católico de Constantinopla, no séc. IV. (12)



SÉCULO IV - AS MAIS ANTIGAS BÍBLIAS EXISTENTES: As duas mais antigas Bíblias existentes, que contém o Velho e a maioria (mas não completo) do Novo Testamento, chamam-se hoje de Códice Vaticanus (325-350 d.C.), o Códice Sinaiticus (340-350 d.C.), o Códice Ephraemi (345 d.C.) e o Códice Alexandrinus (450), que foram copiados à mão por monges católicos. (6)



367 D.C. O PRIMEIRO USO DO PALAVRA "CÂNON": S. Atanásio, bispo católico de Alexandria, é o primeiro em aplicar o termo cânon para o conteúdo da Bíblia, introduzindo o verbo canonizar que significa "dar sanção oficial a um documento escrito". (6)



367 D.C. O CÂNON DO NOVO TESTAMENTO: A 39ª carta festal de S. Atanásio, bispo católico de Alexandria, enviada para as igrejas sob sua da jurisdição em 367, terminou com toda a incerteza sobre os limites do cânon do NT. Nela, preservada em uma coleção de mensagens, listou como canônicos os 27 livros do NT, embora os organizasse em uma ordem diferente. Esses livros do NT, na ordem atual são os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas, João), Atos dos Apóstolos, Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 Tessalonicenses, 2 Tessalonicenses, 1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito, Filemôn, Hebreus, Tiago, 1 Pedro, 2 Pedro, 1 João, 2 João, 3 João, Judas e Apocalipse. (1)



388 D.C. O PRIMEIRO GLOSSÁRIO DE NOMES DA BÍBLIA: S. Jerônimo compilou o "Livro de Nomes Hebreus, ou Glossário de Nomes Formais do Velho Testamento". O Livro de Nomes Hebreus foi sem dúvida de muito uso na ápoca em que as pessoas quase não conheciam o hebraico, embora o arranjo seja estranho com um glossário separado para cada livro da Bíblia. (17)



388 D.C. O LIVRO DOS NOMES DE LUGARES HEBREUS: S. Jerônimo compilou o "O Livro dos Nomes de Lugares Hebreus" que foram feitos primeiro por Eusébio com adições de Jerônimo. Os nomes sob cada letra são colocados em grupos separados na ordem dos livros das Escrituras nas quais eles aparecem; por exemplo, na letra A temos os nomes de Gênesis, depois Êxodo, e assim por diante. Mas não há lugar para fantasia, e o testemunho de homens que viveram na Palestina nos séc. IV e V ainda são de grande valor ao estudante da topografia sagrada. Quando os lugares estão fora do conhecimento do escritor, ele usa de especulação, como quando o autor nos fala que a Arca pode ser encontrada nas proximidades do Ararat. (17)



390 D.C. A PRIMEIRA COMPILAÇÃO COMPLETA DO VELHO E NOVO TESTAMENTO: No Concílio de Hipona, a Igreja católica reuniu os vários livros que reivindicaram serem escrituras, revisou cada um e decidiu quais eram inspirados ou não. A Igreja católica reuniu todos os livros e epístolas inspirados em um volume chamado A Versão de Septuaginta do Velho Testamento (que foi traduzida por setenta estudiosos em Alexandria, Egito por volta de 227 a.C. e foi a versão que Cristo e os apóstolos usaram) e é a mesma Bíblia que temos hoje. A Igreja católica deu-nos então, a Bíblia. (2)



400 D.C. A MAIOR PARTE DAS ESCRITURAS SAGRADAS TRADUZIDAS: Nas línguas siríaco, cóptico, etíope, georgiano(8). Na região do Reno e Danúbio (Império romano) UMA versão gótica foi traduzida pelo bispo gótico Ulfilas (318-388), quem, depois de inventar um alfabeto, produziu uma versão das Escrituras da septuaginta do VT e do grego. (10)



406 D.C. A TRADUÇÃO ARMÊNIA: Em 406 o alfabeto armênio foi inventado por Mesrob, que cinco anos depois completou uma tradução do VT e NT da versão siría em armênio. (10)



405 D.C. A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA COMPLETA NA LINGUAGEM COMUM: A Vulgata latino, de latin editio vulgata,: "versão comum", a Bíblia ainda usada pela Igreja católica romana, foi traduzida por S. Jerônimo (quem os tradutores da versão KJV de 1611 em seu prefácio o chamaram de "o pai mais instruído, e o melhor lingüista de sua época ou de qualquer antes dele"). Em 382, o papa Dâmaso pediu a Jerônimo, o maior estudioso bíblico de sua época, que produzisse uma versão latina aceitável da Bíblia das várias traduções que eram então usadas. Sua tradução latina revisada dos Evangelhos apareceu em 383. Usou a versão da Septuaginta grega do VT do qual ele produziu uma nova tradução latina, um processo que ele completou em 405. (3) É como tradutor das Escrituras que Jerônimo é mais conhecido. Sua Vulgata foi feita no momento certo e pelo homem certo. O latim ainda estava vivo, apesar do Império Romano estar desaparecendo. E Jerônimo era mestre em latim. (17)



450-550 A.D O BEZAE CANTABRIGIENSIS (TAMBÉM CHAMADO CÓDICE BEZAE): Este é o manuscrito bilíngüe mais antigo existente, com o grego na página esquerda, e latim à direita. O Bezae Cantabrigiensis era um texto ocidental copiado c. 450-550 e que preservou a maior parte dos quatro Evangelhos e partes de Atos.



SÉCULO VII - A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA EM PARA O FRANCÊS: As versões francesas dos Salmos e o Apocalipse, e um métrico do Livro de Reis, apareceu já no sétimo século. (9) Em 1223 uma tradução completa foi feita sob o rei católico Louis, o Piedoso. Isto foi 320 anos antes da primeira versão francesa protestante. (7) Até o décimo quarto século, foram produzidas muitas histórias da Bíblia.



SÉCULO VII - A PRIMEIRA VERSÃO ALEMÃ: A história da pesquisa Bíblica mostra que as numerosas versões parciais no vernáculo na Alemanha já aparecem nos séc. VII e VIII. Também há abundância dessas versões nos séc. XIII e XIV, e uma Bíblia completa no séc.XV, antes da invenção da imprensa. (9)



SÉCULO VIII - A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA EM INGLÊS: Por Adelmo, bispo de Sherborne, e Bede. Uma tradução do século IX da Bíblia para o inglês (no dialeto anglo-saxão) foi feita por Alfred. Uma tradução do séc. X para inglês foi feita por Aelfric. (7) Foi feita uma tradução em 1361 da maior parte das Escrituras no dialeto inglês (anglo-normando). (3) Isto foi vinte anos antes da tradução de Wycliffe em 1381. (3)



SÉCULOS VIII e IX - O USO DA FORMA DE ESCRITA CHAMADA "MINÚSCULA": Como o bloqueio do comércio oriental de papiro fez o mercado ocidental usar o pergaminho, o fator econômico ficou potente. Para caber mais letras na página, o copista teve de usar letras menores e apertadas. Alguns, para preservar suas formas, colocavam algumas acima e outras abaixo linha. O resultado foi uma forma de escrita chamada "Minúscula"?pequenas letras, com iniciais maiúsculas para ênfase. Este sistem ainda é usado hoje. Foi uma mudança gramatical da "Maiúscula" - que consistia de ltras grandes usadas pelos gregos, romanos e judeus. (16)



SÉCULO IX - A PRIMEIRA TRADUÇÃO ESLAVA DA BÍBLIA: Os santos católicos Cirilo e Metódio pregaram o Evangelho para os eslavos na segunda metade do nono século e S. Cirilo, tendo formado um alfabeto, fez para eles uma versãoVelho Eclesiástico Eslavo, ou Búlgaro, uma tradução da Bíblia do grego. No fim do décimo século esta versão entrou na Rússia e depois do décimo segundo século sofreu muitas mudanças lingüísticas e textuais. Uma Bíblia eslava completa foi feita de um códice antigo no tempo de Waldimir (m. 1008) foi publicada em ostrogodo em 1581.(9)



1170 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA PARALELA EM INGLÊS: O Psalterium Triplex de Eadwine, que continha a versão latina acompanhada por textos anglo-normandos e anglo-saxões, se tornou a base de versões anglo-normandas. (3)



SÉC. XII - A PRIMEIRA DIVISÃO DE CAPÍTULOS: Foi o arcebispo católico britânico de Canterbury, St. Estêvão Langton (morreu em 1228), foi o primeiro a dividir as Escrituras em capítulos: 1.163 capítulos no VT e 260 no NT. (4)



SÉC. XIII - A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA EM ESPANHOL: Sob o rei Alfonso V de Espanha. (7)



1230 D.C. A PRIMEIRA CONCORDÂNCIA: Uma concordância da Bíblia da Vulgata latina foi compilada pelo frade dominicano Hugo de São Cher. (5)



1300 D.C. A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA EM NORUEGUÊS: O mais antiga e celebrada é a tradução de Gênesis-Reis chamada Stjórn ("Direção"; i.e., de Deus) em norueguês antigo, em 1300. As versões suecas do Pentateuco e de Atos sobreviveram do décimo quarto século e um manuscrito de Josué-Juízes por Nicholaus Ragnvaldi de Vadstena de c. 1500. A versão dinamarquesa mais antiga de Genêsis-Reis deriva de 1470. (11)



1454 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA: Um católico chamado Gutenberg causou grande excitação quando no outono daquele ano exibiu uma amostra na feira do comércio de Frankfurt. Gutenberg rapidamente vendeu todas as 180 cópias da Bíblia da Vulgata latina até mesmo antes da impressão estar acabada. (6)



1466 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM ALEMÃ: Isto foi cinqüenta oito anos antes de Lutero fazer sua Bíblia alemã em 1524. (8) Nestes cinqüenta e oito anos os católicos imprimiram 30 diferentes edições alemãs da Bíblia.



1470 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM ESCANDINAVO: No décimo quarto século, foram feitas versões das Epístolas dominicas e dos Evangelhos para uso popular na Dinamarca. Grandes partes da Bíblia, se não uma versão inteira, foi publicada em 1470. (9)



1471 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA ITALIANA:(8) Muitos anos antes de Lutero fazer sua Bíblia (começou em 1522) os católicos já tinham feito 20 diferentes edições italianas da Bíblia.



1475 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM HOLANDÊS: A primeira Bíblia em holandês foi impressa por católicos na Holanda em Delft em 1475. Algumas foram impressas por Jacob van Leisveldt em Antwerp (9)



1478 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM ESPANHOL:(8 ) Muitos anos antes de Lutero fazer sua Bíblia (começou em 1522) os católicos já tinham feito 2 diferentes edições espanholas da Bíblia.



1466 D.C. O PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM FRANCÊS:(8) Muitos anos antes de Lutero fazer sua Bíblia (começou em 1522) os católicos já tinham feito 26 diferentes edições francesas da Bíblia.



1516 D.C. A PRIMEIRA IMPRESSÃO DO NOVO TESTAMENTO GREGO: Um católico chamado Erasmofez a primeira impressão de seu NT grego. (8) Muitos anos antes de Lutero fazer sua Bíblia (começou em 1522) os católicos já tinham feito 22 diferentes edições gregas da Bíblia.



1534 D.C. O PRIMEIRO USO DE ITÁLICOS PARA INDICAR PALAVRAS QUE NÃO ESTAVAM NO ORIGINAL: Um católico chamado Munster foi o primeiro em usar itálicos para indicar palavrasque não estavam nos textos originais grego e hebraico, em sua versão da Vulgata latina. (13)



1548 D.C. AS PRIMEIRAS VERSÕES CHINESAS: Entre as traduções mais antigas uma versão é a de S. Mateus por Anger, um católico japonês (Goa, 1548). O jesuíta Padre de Mailla escreveu para uma explicação dos Evangelhos para domingos e festas em 1740, (9)



1551 D.C. A PRIMEIRA DIVISÃO DE VERSÍCULOS: A primeira divisão da Bíblia em versículos é vista pela primeira vez em uma edição doNT grego publicada em Paris pelo católico Robert Stephens. (10)



1555 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA COMPLETA COM CAPÍTULOS E VERSÍCULOS: A primeira divisão da Bíblia em capítulos e versículos é vista pela primeira vez em uma edição do Vulgata publicada em Paris pelo católico Robert Stephens. (10)



1561 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA COMPLETA EM POLONÊS: Foi impressa em Cracóvia em 1561, 1574, e 1577. Jacob Wujek, S.J., fez uma nova tradução da Vulgata (Cracóvia, 1593) admirada por Clemente VIII e que foi muito reimpressa. (9)



1579 D.C. A PRIMEIRA VERSÃO MEXICANA: A primeira Bíblia conhecida no México foi uma versão dos Evangelhos e Epístolas em 1579 por Dídaco de S. Maria, O.P., e o Livro de Provérbios por Louis Rodríguez, O.S.F. Uma versão do NT foi feita em 1829, mas só o Evangelho de S. Lucas foi impresso. (9)



1836 D.C. A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA PARA O JAPONÊS: Uma versão do evangelho de S. João e dos Atos foi editada em katakana (tipo quadrado) em Cingapura (1836) por Charles Gutzlaff (9)





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Notas de rodapé e Referências

1) Encarta Encyclopedia © 1997-2000



2) The Faith of Our Fathers, p. 68 © 1917. See also Who?s Who in the Bible © 1986



3) Encyclopedia Britannica © 1999-2000



4) The Only Begotten, Chapter 7, p. 130 by Michael Malone: CATHOLIC TREASURES, © 1997



5) Funk & Wagnalls Standard Reference Encyclopedia © 1951 Volume 4



6) The Bible Through the Ages © 1996, Readers Digest Association, New York.



7) Imperial Encyclopedia and Dictionary © 1904 Volume 4, Hanry G. Allen & Company



8) Holman Bible Dictionary © 1991



9) The Catholic Encyclopedia, Volume XV Copyright © 1912



10)The Zondervan Pictorial Bible Dictionary © 1977



11)The Encyclopedia Britannica © 1999-2000



12)"What Say You?" p. 244-289 © 1945 By David Goldstein,



13)English Versions of the Bible © 1952



14)De Missa privata, ed by Jensen, VI, Pg 92



15)Eerdmans Dictionary of the Bible © 2000, Pg 828



16)Mediaeval history © 1967, pg 166-167



17)The Comlete Christian Collection © 1999



18)The Age of Martyrs © 1959



Traduzido para o Veritatis Splendor por Emerson H. de Oliveira

Fonte: veritatis esplendor

A confiabilidade dos Evangelhos






Podemos citar três razões que demonstram a confiabilidade da narrativa dos evangelhos:



Razão nº1: Os evangelhos foram escritos num período próximo aos eventos narrados. Isso é muito importante porque indica que os evangelhos foram escritos por testemunhas oculares e pessoas próximas às diversas testemunhas oculares. O fato de as testemunhas oculares estarem vivas no tempo em que os evangelhos foram escritos é crucial porque elas poderiam desmentir qualquer informação mentirosa.



Há muitas evidências que demonstram que os evangelhos foram escritos cedo. Há evidências internas, como por exemplo: o livro de Atos termina bruscamente com Paulo esperando seu julgamento (At 28.31) o que indica que Lucas, o autor, terminou o livro naquele período. Sabe-se que Paulo foi martirizado entre 63 e 64 d.C. Sabe-se também que o livro de Atos foi escrito por Lucas depois de seu evangelho (At 1.1). Logo, o evangelho de Lucas foi escrito no máximo, apenas trinta anos após o ministério de Jesus.



Outro exemplo de evidência interna é a ausência de qualquer referência no Novo Testamento da destruição de Jerusalém em 70 d.C. Isso claramente aponta o fato de que todos os livros no Novo Testamento foram escritos em data anterior a 70 d.C. É notável o fato de que Jesus profetizou que Jerusalém seria destruída (Mc 13.1-4,14,30). E Jerusalém foi realmente destruída no ano 70 d.C. assim como Jesus profetizou. Sem dúvida os autores do Novo Testamento, que estavam preocupados em provar que Jesus é o Filho de Deus, teriam citado o cumprimento dessa profecia para apoiar sua argumentação.



Há também evidências relacionadas aos papiros com fragmentos do Novo Testamento que sobreviveram até nossos dias. O papiro conhecido como Chester Beatty é datado de 200-250 d.C.; o papiro Bodmer II de 200 d.C.; o papiro Early Chrisitian de 150 d.C.; e o papiro John Rylands MSS de 130 d.C. Esses papiros comprovam que os evangelhos foram escritos em data próxima aos eventos narrados.



Há evidências relacionadas aos escritos patrísticos. Por exemplo, a epístola de Policarpo aos filipenses foi escrita em 120 d.C., as cartas de Inácio em 115 d.C. e a epístola de Clemente aos coríntios em 95 d.C. Todos esses escritos contém inúmeras citações dos evangelhos e demais textos do Novo Testamento.



Portanto, se concluí que os evangelhos passam do teste mais ácido de todos os escritos da Antiguidade. Os evangelhos foram escritos na mesma geração que viu os eventos narrados. O fato dessa geração ter preservado os evangelhos para as gerações posteriores indica o fato de que não houve nenhuma distorção ou fraude na narrativa dos eventos.



Razão nº2: Os eventos narrados nos evangelhos são solidamente apoiados pelas descobertas históricas e arqueológicas. A arqueologia comprova a historicidade de eventos, pessoas e lugares descritos nos evangelhos. Por exemplo: Em Lucas 2.1-3 está escrito que foi realizado um censo no período em que Quirino era governador da Síria. Sabe-se hoje que os romanos realizavam um censo a cada 14 anos e que esses censos tiveram início com César Augusto. Inscrições encontradas em Antioquia confirmam que Quirino iniciou seu governo em 7 a.C. Em Lucas 3.1 é citado um governador chamado Lisânias. Foi encontrada uma inscrição próximo à cidade de Damasco que comprova a existência dele. Em João 19.13 é mencionado um pavimento de pedra, chamado Gábata, localizado no palácio de Pilatos. O arqueólogo William Albright comprovou que esse pavimento existiu, foi destruído em 70 d.C. e reconstruído pelo governador Adriano. Esses são apenas alguns exemplos das descobertas arqueológicas que comprovam a historicidade dos eventos narrados nos evangelhos.



Razão nº3: Os evangelhos não foram alterados com o passar dos séculos. Esse fato é comprovado por evidências maciças. Primeiro, há cerca de 4.000 manuscritos completos do Novo Testamento em grego espalhados pelos museus do mundo, e cerca de 13.000 manuscritos com fragmentos do Novo Testamento. É uma diferença monumental se comparado com outras obras da Antiguidade: há apenas dez manuscritos de Guerras Gálicas de Júlio César, dois manuscritos de Anais de Tácito, e sete manuscritos gregos das obras de Platão.



Segundo, os manuscritos do Novo Testamento foram encontrados em diversas localidades como Egito, Síria, Turquia, Itália, Grécia e Palestina.



Terceiro, os manuscritos do Novo Testamento que sobreviveram aos nossos dias foram escritos transcritos próximos aos manuscritos originais escritos pelos próprios autores. Há papiros com fragmentos do Novo Testamento que datam de 50 a 100 anos após a escrita dos originais. Há manuscritos completos que datam de 400 anos após a escrita dos originais (por exemplo: Codex Sinaiticus, Codex Alexandrino, Codex Vaticanus). Há uma diferenaça descomunal aos outros escritos da Antiguidade. Por exemplo: o manuscrito mais antigo que temos da História de Tucídes, é de 1300 anos após o original; História de Heródoto de 1350 anos; Guerras Gálicas de Júlio César de 950 anos; História de Tácito de 750 anos; Anais de Tácito de 950 anos. Entre os milhares de manuscritos do Novo Testamento que possuímos hoje, há diferenças mínimas, que são apontadas em notas de rodapé nas traduções modernas. Essas diferenças mínimas em nada alteram a doutrina cristã e podem ser superadas através da análise do que diz a maioria dos manuscritos.



A conclusão a que os estudiosos chegam é que nenhum outro documento da Antiguidade é tão confiável como os evangelhos e os demais livros do Novo Testamento.

Ex-líder Muçulmano converte-se ao cristianismo e questiona suposto “sucesso” islâmico na Inglaterra.






Este líder muçulmano era encarregado de converter ingleses à fé maometana. Ele foi treinado para isso em vários países árabes, é muito bem informado e sabe perfeitamente a realidade sobre as taxas de conversão ao islã e o fracasso do islã na Inglaterra.

Nós estamos falando em Londres, com um novo ortodoxo cristão que hoje foi batizado com o nome de Daniel. Daniel não é um nome muçulmano, longe disso [na verdade, ele existe como um nome muçulmano, mas é muito raro]. Embora as informações sobre sua conversão, inevitavelmente, circulem entre os muçulmanos de Londres, por razões de segurança nós deliberadamente não daremos detalhes sobre esse assunto porque existem muitos casos de ameaças e violência, e às vezes até mesmo assassinatos perpetrados por fanáticos. Dito isto, a experiência de Daniel é muito preciosa para os ortodoxos. Fr. Nicholas Savtchenko, reitor interino da Igreja da Dormição (Ortodoxa) em Londres, fala com ele.



P: Daniel, por favor, diga-nos sobre si mesmo.



Daniel: Por muitos anos eu era um muçulmano zeloso, como era minha esposa e filhos. Eu nasci no Reino Unido, mas durante a minha vida eu tenho viajado muito aos países muçulmanos. Eu conhecia tanto a cultura britânica como a muçulmana. Eu vivi na Arábia Saudita, onde estudei teologia e contribuí para a missão entre os muçulmanos trabalhadores estrangeiros. Eu também passei um tempo no Afeganistão sob o regime do Talibã, no Paquistão, e na parte paquistanesa da Caxemira. Eu também passei um tempo na Bósnia. Nos últimos anos, tenho vivido com minha família em Londres, onde, há algum tempo atrás, eu me tornei o representante muçulmano em uma conhecida organização interreligiosa dedicada à paz. Nos últimos dois anos, eu era um conselheiro sobre o Islã ao Arcebispo de Canterbury. Dois dias atrás, liguei para ele para dizer-lhe que eu estava entrando na Igreja Ortodoxa Russa.



P: Qual foi sua atitude?



Daniel: Ah … O Arcebispo de Canterbury estava muito feliz. Certa vez, ele me disse que, recentemente, dois de seus funcionários no departamento pessoal da Igreja Anglicana foram recebidos nas igrejas ortodoxas: ele respeita as suas escolhas e eles vão continuar o seu trabalho na administração da Igreja Anglicana.



P: O que o levou a Cristo?



Daniel: A primeira vez que eu tive o desejo de estudar o Novo Testamento em detalhe foi quando eu estava em frente à Caaba, em Meca – eu morei por um tempo em Meca. Literatura cristã é estritamente proibida na Arábia Saudita e muitos sites são bloqueados mesmo, mas com o desenvolvimento das comunicações modernas, não é difícil para aqueles que estão procurando encontrar a Palavra de Deus. Depois de um tempo, eu tentei convencer um americano que estava trabalhando na capital saudita para se converter ao Islão. Quando falei com ele, ele respondeu com muita coragem e convicção. Fiquei surpreso com sua coragem, porque, na Arábia Saudita, um homem que prega o cristianismo pode ser morto facilmente. As conversas com os cristãos na Arábia Saudita foram muito importantes para mim. Como alguém associado com a Missão Islâmica na Arábia, eu encontrei muitos estrangeiros. Eu sempre observei que, na maioria dos casos, as pessoas se convertiam ao Islão não porque era a sua livre escolha, mas para continuar a trabalhar na Arábia Saudita e para obter uma liberação do impostos incidentes sobre os não-muçulmanos. O fato é que os salários dos não-muçulmanos são inferiores aos dos muçulmanos por causa da necessidade de pagar um imposto especial, instituído por Maomé (o imposto Jizya, prática medieval, discrimininatória, racista e atrasada ainda continua nos países muçulmanos colocando os cidadãos não muçulmanos em situação inferior aos muçulmanos). Os salários dos cristãos na Arábia Saudita são bastante baixos, e alguns se convertem ao Islão para ganhar mais dinheiro. A maioria dos filipinos que voltam para casa imediatamente renunciam ao Islão. Comecei a explorar ainda mais o cristianismo e, pouco a pouco, senti sua superioridade sobre o Islã. Eu primeiro conscientemente encontrei a ortodoxia em Sarajevo, capital da Bósnia. Infelizmente, os sacerdotes em Sarajevo não falavam Inglês e eu não conseguia expressar o que eu realmente queria. Depois de esperar por um grupo de imams passar, fui para a Igreja Sérvia e senti o olhar espantado do padre sérvio quando eu fiz o sinal da cruz na forma ortodoxa e eu fiz uma prostração no chão. Então eu sabia que a ortodoxia era, de todas as confissões cristãs, a mais próxima de mim. Estudei Cristianismo Ortodoxo ainda mais, lendo livros e assistindo filmes. Eu também gostei do filme Ostrov (A Ilha). Lentamente, eu decidi pedir para o batismo na Igreja Ortodoxa Russa.



P: Nós ouvimos relatos de crescimento da propagação das missões cristãs em países muçulmanos. É considerável nestes países?



Daniel: Eu concordo que há muitos cristãos secretos na Arábia Saudita. Várias vezes eu me encontrei pessoas que provavelmente eram cristãos secretos. Precisamos entender que, na Arábia Saudita e nos outros países, talvez a maioria dos muçulmanos vão à mesquita não porque a sua fé os encoraja a isso, mas porque eles são obrigados a fazê-lo sob a pressão das leis e costumes. Visitar a mesquita torna-se um fardo. Os muçulmanos de hoje são bem menos religiosos do que as pessoas no mundo cristão acreditam. Nos países muçulmanos, há muitas mesquitas e eles fazem orações cinco vezes por dia lá, mas além de sexta-feira ninguém vai à mesquita. Fora da sexta-feira, em qualquer mesquita no momento da oração, você não verá mais do que cinco homens, apesar de existirem muitas casas habitadas por muçulmanos em torno dela. A maioria dos muçulmanos não vão à mesquita nem na sexta-feira. Alguns começam a ir durante o Ramadão, mas depois do jejum eles desaparecem até o próximo ano. Na mesquita, uma vez por semana durante o Ramadão, há talvez uma centena de pessoas, apesar de que poderia haver milhares, e após o Ramadão não haverá mais de cinco pessoas. Nos países muçulmanos, muitas pessoas procuram pela verdade e é por isso que a missão cristã vai crescer. A maioria promove o cristianismo entre amigos, e recentemente tem havido as redes de televisão e muitos mais sites da Internet dedicados à missão entre os muçulmanos. Em geral, muitos muçulmanos se distanciam do Islão e isso é especialmente visível em países ocidentais. Na Grã-Bretanha, muitos muçulmanos se converteram ao cristianismo. Na Igreja Anglicana, os muçulmanos que adotaram o cristianismo são estimados em cem mil pessoas. Muitos deles são paquistaneses. Eles têm as suas próprias igrejas cristãs e são obrigados a se esconder por causa do perigo de represálias dos (outros) muçulmanos. Há também convertidos árabes e bengalis ao cristianismo. Muitos se convertem por causa dos casamentos mistos.



P: Recentemente na imprensa tem havido relatos sobre o forte crescimento do Islã nos países ocidentais e têm mesmo a afirmar que o número de fiéis muçulmanos em breve ultrapassará o número de fiéis nas igrejas cristãs. Parece estranho que a imprensa tenha mencionado o número de muçulmanos, dos fiéis nas mesquitas, muitas vezes maior do que a capacidade das mesquitas! Mas isso não é mencionado na imprensa. Qual é a verdade?



Daniel: A presença de mesquitas no Reino Unido é muito fraca. A maioria dos muçulmanos nunca vai a uma mesquita. Os jovens efetivamente deixaram o Islão, embora muitos digam que ainda são muçulmanos. Nas mesquitas eles não encontram uma linguagem comum com os imams do Paquistão ou Bangladesh. Os jovens mal podem falar Urdu ou Bengali, mas somente o inglês. Muitos estão envergonhados do Islão por causa do terrorismo. Nosso Conselho Interreligioso (muçulmano) investigou o comparecimento à mesquita e sabemos que a figura é real e é especialmente preocupante para o Islão, mas é para a vantagem de determinadas pessoas apresentar o Islão como uma força imensa. Se alguém tomar a lista de mesquitas em publicações muçulmanas, por exemplo, em West London, veremos que há vinte mesquitas e muito espaço livre em cada uma dessas mesquitas, embora o número de pessoas de origem muçulmana em Londres é tal que precisaria de ainda mais mesquitas se a maioria fosse. Em uma grande mesquita em Londres pode haver três centenas de pessoas para as orações da sexta-feira. Muitas mesquitas são apenas pequenas salas que são usadas apenas na sexta-feira. Em geral, os crentes são muito raros em mesquitas e a maioria são crianças que trazem os seus pais. Quando eles crescem, desaparecem. O cristianismo oferece uma escolha livre e, portanto, é muito melhor adaptado à vida em um clima de tolerância, e o Islão é incapaz de passar este teste.



P: A mídia fala sobre a adoção do Islão por muitos britânicos. Muçulmanos fazem uma imagem quase triunfal do Islão no Ocidente. No entanto, o número real de britânicos na população muçulmana é muito pequeno, apenas cerca de 1200 pessoas. Como você entende essa contradição?



Daniel: Não é uma questão simples. Eu era uma parte da missão islâmica para os britânicos, e posso dizer que o número de convertidos é mínimo. Nas orações de sexta-feira no centro de Londres, o número de britânicos muçulmanos na mesquita é talvez um por cento. Fora de Londres, eles nem sequer chegam a esse número. Todos os muçulmanos sabem o número real dos convertidos ao Islão. Há aqueles que aceitam o Islão por causa do casamento com os muçulmanos. Estes britânicos nunca irão às mesquitas e sua aceitação do Islão é uma formalidade. Muitas vezes, eles permanecem cristãos na prática. A maioria dos que aceitam o Islão por causa do casamento são mulheres. Além disso, muitos descendentes de imigrantes muçulmanos na Grã-Bretanha se consideram britânicos, mas não podiam ser considerados “muçulmanos britânicos” no sentido pleno. Eu falei com um monte de mulheres que se divorciaram de seus maridos muçulmanos, e posso dizer da memória que em Londres há talvez 25 mulheres que permaneceram muçulmanas depois de se divorciar do marido muçulmano. Mas, como regra geral, casamentos mistos levam a um distanciamento do Islão. A missão islâmica no Ocidente não foi bem sucedida. Em Londres, existe uma organização de missionários dedicados à pregação do Islão. Eles são, na sua maioria, jovens. Entretanto, eles percebem a sua missão entre os imigrantes muçulmanos, porque é muito mais eficaz, e os britânicos não se convertem ao Islão. Quando alguns muçulmanos dizem que o Islão é a religião que mais cresce no mundo, imams de Londres dizem que esse crescimento é principalmente por causa da taxa de fertilidade, mas não há uma verdadeira missão. Não tenho dúvidas de que o cristianismo é muito mais forte em termos de missão.



P: Há muitos muçulmanos que se convertem ao cristianismo na Grã-Bretanha?



Daniel: Por um lado, há muitos. Isto acontece sem qualquer publicidade. Com efeito, de acordo com a maioria das escolas do Islão, um apóstata do Islã deve ser executado, mesmo que os imams das principais mesquitas de Londres (mintam) dizendo que eles não podem ser executados por apostasia do Islão.



No entanto, por outro lado, podemos dizer que há muito poucos, já que muitos muçulmanos simplesmente abandonam sua fé e tornam-se incrédulos. A descrença é uma doença comum a todos. Certos muçulmanos tentam apresentar o ateísmo e a ausência de religião como características da civilização cristã, mas os próprios muçulmanos, ainda mais do que os cristãos, perdem a fé (muçulmana) no mundo ocidental. No entanto, há o bom exemplo da Rússia e outros países ortodoxos onde a Igreja está crescendo, mesmo com liberdade de escolha. Espero um dia ir à Rússia, mas, enquanto isso, eu preciso reconstruir a minha vida como um cristão ortodoxo.



Fonte: AOI – American Orthodox Institute