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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Ser Discípulo: A Humildade



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Jesus, com seus discípulos havia ampliado sua missão aos territórios gentílicos vizinhos da Galiléia, tendo chegado bem ao norte, próximo a Cesareia de Filipe. A partir daí decide dirigir-se a Jerusalém, ao sul, para proclamar a sua Boa-Nova aos peregrinos que ali chegaram em vista de participar da festa judaica da Páscoa, que se aproximava. Com este propósito, Jesus e os discípulos atravessam novamente a Galileia.
Aqui as narrativas marcam o contraste entre a mentalidade dos discípulos e a novidade de Jesus. Os discípulos esperavam de Jesus ações de poder e glória terrena, o que chocava com a proposta do próprio Jesus de humildade e serviço, com a doação da própria vida.
Os discípulos estão fixados na ideologia do messias poderoso, um novo Davi que restaura o reino de Israel e, esperando de Jesus a ascensão ao poder, disputam qual seria então o maior, isto é, quem ocuparia os cargos mais importantes. São os anseios opostos à proposta de Jesus que provocam conflitos na comunidade e, de maneira mais ampla, no mundo, onde os ímpios ambiciosos da riqueza e do poder fazem a guerra e semeiam a morte, tornando-se loucos e frustrados.
Jesus chama os Doze e, invertendo os critérios de competição, reafirma a característica essencial do Reino: a humildade e o serviço como concretização do amor. É neste amor que está a realização e a grandeza de cada um.
Ao tomar uma criança e abraçá-la, com carinho, Jesus está se identificando com ela. A criança, do ponto de vista de uma sociedade de eficiência e produção, é considerada inútil e marginalizada. Jesus convida a todos a se tornarem crianças, na humildade, na simplicidade, na fraternidade e na abertura para o novo, com esperança e alegria, e, com esta opção, estarão acolhendo Jesus e entrando em comunhão com Deus.


Por:
Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora

O homem procura Deus



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Qual é a grande pergunta que habita no centro do nosso coração? É a questão que nos deixa inquietos e nos faz pensativos: “Fecisti cor nostrum ad te et inquietum est cor nostrum donec requiescat in te” – “fizeste o nosso coração para ti e ele está inquieto enquanto não descansar em ti”. É agostinho que assim fala, abrindo as suas Confissões.
A pergunta verdadeira que todos trazemos no fundo do nosso coração é na realidade a questão pela infinita dor do mundo, a questão da dor da morte. É a questão do porquê da dor e do porquê da morte que nos deixa profundamente pensativos. Se não fosse pela morte, nem sequer existiria o pensamento, tudo seria uma simples eternidade, pelo menos para a nossa limitada capacidade de pensar: viver é também aprender a morrer, a conviver com o desafio silencioso, resistente, perseverante da morte.  
É inútil procurar evasões, como tantas vezes fazemos ou fáceis consolações como aquela epicuréia que diz: “quando chegar a morte, eu não estarei, e, enquanto eu estiver, ela não estará”. Essas palavras na realidade são só um jogo, uma aparência, porque a morte não é só o último destino ou o último ato, mas é uma iminência que domina, comprometendo cada dia da nossa vida na fragilidade, na limitação, na caducidade, nas perguntas que nascem imprevistas no coração como feridas lancinantes: que será de mim? Que sentido tem minha vida? Aonde vou com toda a bagagem das minhas pernas, das consolações, das alegrias? E, quando terei finalmente conquistado aquilo que desejo, que poderei ainda desejar mais senão a última vitória, a vitória sobre a morte? É, pois, a morte que nos faz pensantes: esse é o paradoxo da condição humana. 
Chegados, pois, à consideração do horizonte para o qual nos dirigimos, é precisamente deste que nos nasce, como reação, uma necessidade de lutar para vencer o aparente triunfo da morte. Aqui nasce o pensamento. É precisamente essa análise, essa fugaz análise da existência humana, que tentei fazer, que nos demonstra sermos, ao mesmo tempo, lançados para a morte, como diz o filósofo Heidegger, e no entanto feitos para a vida. Se não fosse esse contraste, aceitaríamos o destino da morte como fato óbvio, previsto, sem sofrer, sem procurar dar um sentido à vida, sem evadir a morte. 
Precisamente o fato de a morte nos tornar pensativos e de que sintamos a necessidade de dar significado à obras e aos dias é o sinal de que, no profundo do coração, nós, os peregrinos para a morte, somos na realidade os chamados à vida. Há em nós uma saudade indestrutível do rosto de alguém que acolha a nossa dor e as nossas lágrimas, que redima a infinita dor da morte.
 
Quando estamos a sós ou desesperados, quando ninguém parece já gostar de nós e nós próprios temos razões para nos desprezarmos ou para nos queixarmos, eis que, do profundo do coração, se define uma inquietação, uma nostalgia, a nostalgia de um Outro que nos possa acolher, fazer-nos sentir amados, para além de tudo, apesar de tudo, vencendo o último inimigo que é a morte. É essa nostalgia que vai definindo em nós a imagem do Pai, ou se quiser, da mãe, porque pai e mãe são, nesse sentido, nada mais que duas metáforas para dizer a mesma necessidade que está inscrita no nosso coração: a necessidade de alguém a quem se confiar sem reservas, uma âncora, um cais onde fazer repousar a nossa insegurança, o nosso cansaço, a nossa dor, seguros de não sermos rejeitados no abismo do nosso nada.  Enquanto tal, a figura do pai é, ao mesmo tempo, a figura da mãe no amor, é o ventre, a pátria, a origem à qual remeter tudo aquilo que nós somos. Enfim, se, no fundo do coração, todos somos habitados pela angústia do desafio supremo da morte, se isso nos faz pensativos, se a vida se torna uma luta para vencer a morte, então a imagem do pai é uma imagem da qual todos temos necessidade infinita.

Por:
Mons. Bruno Forte, Teólogo

Preconceitos


Assim como eu e os milhares de leitores de minha coluna diária, todos possuímos preconceitos. Isso nem é de todo uma desgraça. Alguns de nossos preconceitos são tolos e, talvez, perniciosos, mas outros são, simplesmente, as regras necessárias pelas quais vivemos.
"Pré-conceito" significa pré-julgamento: ou seja, decisões a que chegamos rapidamente sem ter de pesar muito as provas. Assim, se os "pré-conceitos" que temos são sensatos ou insensatos, dependerá das fontes de nossas crenças e de nossas preferências mais arraigadas.
É claro que uma pessoa pode nutrir preconceitos tolos a respeito do tom da pele ou dos cabelos de outro ser humano ou sobre a natureza de sua religião. Mas também é verdade, como escreveu Edmund Burke (1729-1797), que por um sábio preconceito a virtude se torne hábito.
Dessa maneira, povos de inclinações saudáveis e de instrução moral decente alimentam um preconceito a respeito do assassinato. Quando ouvimos que foi cometido um homicídio, reagimos a partir de nossos pré-conceitos -- e é justo que o façamos. Não perguntamos se o homem assassinado era bom ou se o assassino tinha boas maneiras, ou (supondo que sintamos como se estivéssemos desferindo o derradeiro golpe) podemos conseguir escapar sem sermos notados. Diferente da personagem principal do romance de Fiódor Dostoiévski (1821-1881), "O Idiota", não pesamos racionalmente os aspectos benéficos e nocivos de um determinado assassinato para então decidir se iremos eliminar outra vida humana.
Ao contrário, simplesmente obedecemos ao mandamento "Não matarás", caso sejamos pessoas normais. Ao tomarmos conhecimento de um assassinato, decidimos que independente das circunstâncias particulares, o assassinato é mau e que a justiça deve ser feita. Um preconceito sensato, adquirido desde cedo na vida, nos informa que o assassinato é algo proibido e que não deve ser tolerado por sentimentalismos.
Igualmente, somos capazes de manter uma decente ordem social civil porque a maioria de nós age com base em sábios preconceitos sobre roubo, crueldade e fraude. Não temos de titubear e tentar ponderar as possíveis perdas e ganhos que encerram atividades como a trapaça ou o espancamento do próximo. Se somos bons, a maioria das pessoas é boa por ter hábitos morais. Não temos de realizar uma espécie de cálculo todas as vezes em que somos compelidos a tomar uma decisão moral.
Instilamos, deliberadamente, preconceitos desejáveis desde o início da vida -- por exemplo, no ato de dar umas palmadas caso nossos meninos persistam em chutar as canelas de outros meninos. Pais prudentes, de modo acertado, criam suas crianças com preconceitos a respeito de pequenos furtos em lojas, de estilhaçar janelas e de atormentar os cães. Não ensinam aos seus rebentos a perguntar: "Será que alguém vai me assistir torturando aquele cãozinho?"ou "Não seria mais divertido que perigoso dar um jato d'água na Sally?"
Permitam-me acrescentar que pais saudáveis também tentam manter os filhos livres de falsos preconceitos. É uma questão de discriminação precoce, mas criar alguém completamente sem preconceito é educar de modo indeciso e totalmente imoral. Não é errado ser preconceituoso com trapaceiros, mentirosos, fanáticos e demagogos.
Traduzido do inglês por Márcia Xavier de Brito
O presente ensaio foi publicado originalmente no livro "Confessions of a Bohemian Tory: Episodes and Reflections of a Vagrant Career". New York: Fleet Publishing Corporation, 1963.
Fonte: CIEEP: Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista.

Saia da escuridão


Tem confiança levanta-te, Ele te chama

O Evangelho (Mc 10, 46-52) relata-nos a passagem de Jesus pela cidade de Jericó e a cura do cego Bartimeu, que estava à beira do caminho pedindo esmola. Pouco antes de Sua Paixão, Jesus está a caminho para Jerusalém, acompanhado dos Seus discípulos e grande multidão. Percebendo que Jesus passava, o cego começa a gritar:

“Filho de Davi, Jesus, tem compaixão de mim”. Muitos mandam que ele se cale, mas ele grita mais alto ainda, pedindo compaixão. Jesus se detém e diz: “Chamai-o”. Chamaram o cego, dizendo-lhe: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama!”. Deixando seu manto, deu um pulo e foi até Jesus. Estabelece-se o diálogo decisivo. “O que queres que eu te faça?”. O cego respondeu: “Mestre, que eu veja!” Jesus lhe disse: “Vai, a tua fé te curou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho.

Esse homem, que vive na escuridão, mas sente ânsia de luz, de cura, compreendeu que aquela era a sua oportunidade: Jesus estava muito perto da sua vida. Quantos dias não tinha esperado por esse momento! O mestre está agora ao alcance da sua voz! Por isso, se bem que o repreendiam para que se calasse, ele não lhes fez caso nenhum e cada vez gritava mais alto. Não podia perder aquela ocasião.

Que exemplo para a nossa vida! Cristo, que nunca deixa de estar ao alcance da nossa voz, da nossa oração, passa às vezes mais perto para que nos atrevamos a chamá-Lo com força. Comenta Santo Agostinho: “Temo que Jesus passe e não volte”. Não podemos deixar que as graças passem como a água da chuva sobre a terra dura. Temos que gritar para Jesus muitas vezes: Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!

Ao chamar por Ele, consolam-nos estas palavras de São Bernardo que tornamos nossas: “O meu único mérito é a misericórdia do Senhor. Não serei pobre em mérito enquanto Ele não o for em misericórdia. E como a misericórdia do Senhor é abundante, abundantes são também os meus méritos”.
Com esses méritos, acudimos a Ele: Jesus, filho de Davi… Gritamos-Lhe, afirma Santo Agostinho, com a oração e com as obras que devem acompanhá-la. As boas obras, especialmente a caridade, o trabalho bem feito, a limpeza da alma pela confissão contrita dos nossos pecados, dão o aval a esse clamor diante de Jesus que passa.

O cego, depois de vencer o obstáculo dos que estavam à sua volta, conseguiu o que tanto desejava.

* Bispo expulso de Cuba por Fidel Castro na revolução comunista está a caminho dos altares.


Expulso de Cuba pela revolução comunista em 1961, Dom Eduardo Boza Masvidal, na época Bispo Auxiliar de La Habana, está a caminho dos altares.
O prelado fez parte do grupo de 131 sacerdotes e religiosos que em 17 de setembro de 1961 foram expulsos de Cuba em uma embarcação que os levou até a Espanha. O plano fazia parte da política comunista que visava acabar com a Igreja Católica na ilha.eduardo_boza_masvidal.jpg
Posteriormente viajou para a Venezuela, onde trabalhou por mais de quatro décadas, especialmente como Vigário Geral de Los Teques. Fundou movimentos para ajudar e manter unidos aos cubanos da diáspora, aos que visitou em diversos países da América e Europa. Faleceu na diocese de Los Teques (Venezuela) em 16 de março de 2003 aos 87 anos.
“A fama de santidade deste servo de Deus está viva entre os fiéis da Diocese de Los Teques (Venezuela) e em outras partes do mundo, especialmente entre seus conterrâneos, os cubanos da diáspora, para os quais foi um verdadeiro padre e pastor, consolo e alento na amargura do exílio”, expressa a proclamação da causa aberta este ano na Diocese de Los Teques .
Um dos que acompanhou a Dom Boza em sua viagem à Espanha foi o então Padre Agustín Román, posteriormente nomeado Bispo Auxiliar de Miami (Estados Unidos).
Em 15 de maio de 2010, Dom Agustín Román recordou o caso em um artigo publicado pelo “Diario Las Américas” por ocasião dos cinquenta anos da ordenação episcopal de Dom Boza Masvidal.
“Nessa época a perseguição contra a Igreja foi dura da parte do governo. Tínhamos 700 sacerdotes para atender a seis milhões de fiéis. Desde os anos 60 as expulsões de sacerdotes começaram com a desculpa de que eram estrangeiros. O plano era limitar o clero à 200 sacerdotes com os quais, segundo eles pensavam, se debilitaria a Igreja até extinguir-se”.
Segundo o prelado, os sacerdotes eram pegos durante as noites sem passaporte e nem nenhum objeto, apenas com a roupa do corpo.
Quando a embarcação espanhola zarpou, “retiramos a cobertura que nos impedia de ver ao panorama e dali conseguimos olhar Cuba no horizonte que aos poucos ia desaparecendo, assim como a nossa esperança de um regresso rápido”.
Em meio dos incômodos, “o Bispo a cada dia rezava a Missa, e ao comentar as leituras descobríamos a visão de Fé do ‘homem de Deus’ que com sua palavra nos fortalecia (…). Ali conheci melhor ao Bispo cubano” que nos convidava a “servir em qualquer lugar em que nos recebessem, sem esquecermos de Cuba”.
Em 27 de setembro, a Covadonga chegou a Espanha. “Ao sair do barco a imprensa esperava Dom Boza. Um jornalista, assombrado ao ver entre tantos passageiros os 131 sacerdotes expulsos, disse ao Bispo: ‘Parece que Deus se esqueceu da Igreja em Cuba’ e o Bispo respondeu: ‘Não, parece que Deus quer que a Igreja em Cuba seja missionária’”.
“Depois de tantos anos, ao recordar desta frase, creio que no coração do Bispo havia uma resposta ao mandato do Senhor: ‘Ide e fazei que todos os povos sejam meus discípulos’”, concluiu Dom Román. (EPC)
Com informações da ACI.

Os Apóstolos escolhidos por Nosso Senhor.


SÃO PEDRO. Simão Pedro pregou evangelho de Cristo em todo o território palestino, tendo feito também muitas viagens à Ásia Menor e à Itália. Sua primeira viajem a Roma foi no ano de 42, quando a partir de então foi reconhecido pelas comunidades cristãs na Itália, como o primeiro Chefe da Igreja Católica. Voltou à Jerusalém, à Grécia e à Turquia, por diversas vezes. Morreu crucificado de cabeça para baixo na colina do Vaticano em Roma, no dia 29 de junho do ano 67. Foi um extraordinário Apóstolo de Nosso Senhor Jesus Cristo, que se empenhou incansavelmente por longas e difíceis jornadas, para converter e evangelizar o povo. Deixou-nos além de seu exemplo extraordinário, duas Epístolas dirigidas às Comunidades cristãs da Ásia e da Capadócia.
SÃO PAULO ou Paulo de Tarso foi outro grande apóstolo, muito embora não tenha pertencido ao grupo dos doze primeiros chamados por Nosso Senhor Jesus Cristo. A sua conversão magnífica se deu por um milagre, pois o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo lhe apareceu e lhe perguntou: “Paulo, por que me persegues?”. Daí por diante, São Paulo tornou-se um ardoroso seguidor de Nosso Senhor. Escreveu 14 Epístolas que são a expressão mais pura e fiel, de seu amor dedicado a Deus e sua constante vigilância e preocupação em manter coesos os núcleos cristãos que dava assistência e que tinha fundado, em companhia de diversos religiosos que o ajudavam no apostolado. Paulo nasceu em Tarso, entre os anos 5 e 10 de nossa era, na capital da Cilícia, grande e populosa cidade do Império Romano no Oriente, e que se caracterizava por um centro de intelectuais. Mas foi criado e educado em Jerusalém, na Palestina. Pertenceu à famosa escola de Gamaliel, um dos doutores da lei de maior reputação e prestígio naquela época. Já homem adulto, levado pelo seu excessivo zelo farisaico de impor a Lei de Moisés, perseguiu impiedosamente os cristãos. Mas perto de Damasco, montado em seu cavalo, teve uma aparição de Nosso Senhor Jesus Cristo; com esta visão Paulo de converte ao cristianismo. Foi instruído por Ananias nas verdades do cristianismo e depois batizado. A seguir isolou-se espontaneamente em um lugar deserto, onde sozinho fez penitencias, jejuou e rezou muito, arrependendo-se verdadeiramente de seus pecados.
São Paulo, viajou e pregou continuamente em Chipre, Pafos, Antioquia, Icónio, Listra, derbe, Cilícia, Tessalônica, Atenas, Macedônia, Corinto; em muitas outras cidades da Grécia e da Síria.
Morreu decapitado em Roma e segundo a tradição, no mesmo dia 29 de junho, na mesma data em que São Pedro foi crucificado, muito embora tenha ocorrido um ano antes.
SÃO JOÃO, o evangelista, conhecido também como o “discípulo amado”, permaneceu junto de Maria Santíssima até os seus últimos momentos na Terra. Depois do Primeiro Concilio Ecumênico realizado em Jerusalém no ano de 51 de nossa era, sob a direção do apóstolo e primeiro Papa São Pedro, partiu para evangelizar a Ásia Menor. É assim que levou com invulgar dedicação a palavra de Deus, para a conversão dos povos do território soviético, entre o Mar Negro e o Mar Cáspio. Morreu Bispo de Éfeso, na Turquia, pelo ano de 105 de nossa era. Em homenagem ao grande Apóstolo de Jesus, lá existe uma magnífica Basílica com o seu nome. Há uma tradição segundo a qual São João Evangelista começou suas pregações antes da realização do Concílio de Jerusalém, tendo sido acompanhado por Nossa Senhora durante a evangelização da Ásia Menor, e que com 72 anos de idade a Virgem Mãe despediu-se da Terra, sendo sepultada em Éfeso, onde existe um túmulo vazio com inscrições, e estando suas vestes mortuárias e o caixão, guardados numa Basílica Mariana de Constantinopla, hoje cidade de Istambul, na Turquia.
Contudo, todos os estudos e pesquisas realizados, leva-nos à afirmar que Maria Santíssima não saiu da Palestina depois da morte de Jesus, e que terminou os seus dias entre nós na cidade de Jerusalém. Como São João amava Nossa Senhora, provavelmente deve ter dito muitas coisas sobre Nossa Senhora na Ásia e deve ter levado para lá algumas relíquias da Santa Mãe de Deus.
São João escreveu o quarto evangelho, fazendo-o de maneira notável. Escreveu também três epístolas às Comunidades cristãs da Ásia Menor e o Apocalipse.
SÃO TIAGO MENOR era filho de Cleófas com a outra Maria. Atuou decididamente em todo o território palestino, convertendo multidões de pagãos e levando os ensinamentos de Jesus a todas as cidades, aldeias e povoados do território judeu.
É tradição que José de Arimatéia o acompanhou em diversas viagens, oportunidade em que mostrava aos fiéis o Santo Sudário de Cristo, que havia recebido das mãos de São Pedro.
Posteriormente, São Tiago Menor fixou residência em Jerusalém, onde foi eleito Bispo. Foi o segundo Bispo de Jerusalém e como tal, permaneceu até morrer martirizado, por instigação do Sumo-Sacerdote Anãs II. Foi lançado de uma galeria do Templo Judeu de Jerusalém e espancado até a morte, no ano de 62 de nossa era.
O “Irmão do Senhor”, como ele é conhecido, era destemido e voluntarioso. Por dezenas de vezes entrou no Templo e fez pregações incisivas e corajosas, mostrando a todos a correta doutrina Divina e com veemência estimulava o povo a seguir Jesus. Os Sacerdotes sentindo-se superados pelos seus argumentos, apelaram inicialmente para as intrigas e depois para tramas diabólicas, que culminaram com o seu martírio dentro do próprio Templo.

São Tiago Menor escreveu uma Espístola, provavelmente um pouco antes de morrer, onde entra em polêmica com alguns cristãos, que deformavam o ensinamento de São Paulo.
SÃO FELIPE era de Betsaida, a mesma cidade de São Pedro e Santo André. Pregou o evangelho na Frigia.
SÃO TOMÉ levou a palavra de Deus aos Partos e Indianos; SÃO BARTOLOMEU, também conhecido pelo nome de Natanael, pregou na Índia e depois foi para a Armênia; SANTO ANDRÉ, irmão de São Pedro, pregou a Doutrina Cristã na Cíntia e no Egito; SÃO SIMÃO Zelote e SÃO MATIAS levaram o Evangelho de Nosso Senhor para a Pérsia e para a África.
SÃO TIAGO MAIOR era filho de Zebedeu e Maria Salomé, prima de Jesus. Pregou o Evangelho na Palestina e foi martirizado por Herodes Antipas no ano 44.
SÃO LUCAS, que tinha o nome de Lucano, também não pertenceu aos doze primeiros chamados por Nosso Senhor Jesus Cristo. Nasceu na Grécia e seus pais, Enéias e Íris, eram escravos do Senador romano Prisco, que comandava a guarnição militar da Síria. Com a morte do oficial romano, seus pais passaram a servir Diodoro Cirino e sua familia, filho e herdeiro natural de Prisco. Com um pouco mais de 10 anos, recebeu em Antioquia, na Síria, os primeiros ensinamentos de um professor grego que administrava aulas para a filha de Diodoro. Evoluiu rapidamente e mostrou grande desembaraço nos estudos, granjeando a amizade de Keptah, que era o médico escravo da família, desenvolvendo a partir desta época sua tendência pelas Ciências Médicas.
Aos 17 anos foi para Alexandria, onde foi cursar Medicina, num famoso Colégio Médico, que possuía vastas e excelentes instalações com uma imensa biblioteca.
Depois de 4 anos de árduo estudo, concluiu o curso. Viajou para Roma, onde passou a residir em companhia de seus pais e especializou-se durante um ano. A partir de então passou a exercer seus trabalhos profissionais. Freqüentou as primeiras Comunidades Cristãs na Itália e na Palestina, sagrando-se Apóstolo pelas mãos de São Pedro.
Escreveu o 3° Evangelho e os Atos dos Apóstolos, onde, neste último, descreve muito das atividades dos Discípulos de Jesus e principalmente, uma pormenorizada narrativa da labuta de São Paulo.
Uma leitura minuciosa e observadora do seu 3° Evangelho e mais precisamente dos Capítulos 1° e 2°, leva-nos a concluir que São Lucas deve ter recebido aquelas informações diretamente de Maria Santíssima, que era a única com vida, que conhecia todos aqueles fatos, por ter sido ELA uma personagem integrante dos acontecimentos descritos, ou recebeu-os de alguém que tinha convivido muito próximo da Mãe de Deus, como o Apóstolo São João Evangelista.
SÃO JUDAS TADEU era também filho de Cleófas com a outra Maria e portanto primo de Nosso Senhor. Durante muitos séculos seu nome ficou esquecimento, por causa da semelhança de seu nome com o de Judas Iscariotes, o traidor. São Judas Tadeu é chamado de Lebeu, que significa bondoso ou corajoso. Ele levou o evangelho de Deus por toda a Mesopotânia e no interior do Ponto, assim como em Edessa. Chegou até a cidade de Nerito ou Berito na Armênia, onde foi preso por causa de suas veementes pregações contra diversas divindades daquele mundo pagão e onde também foi crucificado, sendo o seu corpo transpassado de flexas.
Escreveu uma Epístola endereçada aos cristãos de um modo geral, visando alerta-los e prevení-los contra os reais perigos das heresias que assolavam o cristianismo, trazendo dúvidas e confusões a corações não precavidos. Esta epístola foi escrita em Jerusalém ou na Alexandria, antes da grande guerra do ano 70, provavelmente no ano 66 ou 67 de nossa era.
Não foi fácil para os apóstolos converterem milhares e milhares de pessoas, que intimamente, por efeito do ambiente em que viviam e por tradição, já possuíam uma natural inclinação para tornar um deus, a tudo o que começavam a admirar. Inclusive os próprios Apóstolos, em muitas ocasiões, foram motivos de exageradas venerações por parte do povo, a partir do momento em que faziam milagres em nome de Deus, restituindo a saúde a uns e curando os defeitos físicos de outros. Isto obrigou-os a fazerem decididas reações, no sentido de acabar com aquele costume, fazendo-os compreender a quem deviam adorar e a dirigir todo o seu amor.
Fonte: Pelos Caminhos do Amor – Jusan F. Novaes – 1ª edição – 1983

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O que falta pra eu ser feliz?


Quanto a mim, falta gratuidade! Depois de um dia difícil e dedicado à minha mulher, minha família e missão, fiquei triste por não receber nenhuma recompensa de quem amo tanto. Vi-me mergulhado em mim, querendo uma espécie qualquer de pagamento pelo que tinha feito! Imensa tristeza!
Hoje aprendo que o amor tem um outro nome: gratuidade!
Vou melhorar!




Seu irmão,
Ricardo Sá-Comunidade Católica Canção Nova