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terça-feira, 6 de março de 2012

IGREJA VIROU PRODUTO E CRENTE VIROU CLIENTE.


Que sempre existiu de forma um tanto velada, agora parece tomar as cores mais brilhantes das campanhas de marketing com as quais já estamos familizarizados. Acostumados com a publicidade de pastas de dente, sabonetes, carros, telefones e coisas assim, que agora nos acostumemos com as campanhas publicitárias que aí estão para nos vender… (?) igreja! Já é possível encontrar, em algumas grandes cidades do nosso país, peças publicitárias das mais diversas, criativas, chamativas, convidando quem quiser a ser da igreja tal. E quais as vantagens? Ora, na igreja tal fazemos isso, fazemos aquilo, ajudamos necessitados, recuperamos dependentes, somos mais isso, somos mais aquilo. Nada de novo debaixo do sol, já dizia o bom e velho Salomão. Proselitismo, “pesca em aquário”, dê o nome que quiser, é coisa antiga. Só que o que antes era restrito, meio que escondido, agora é escancarado em praça pública. Ora, “e por que não?”, dizem os adeptos do marketing. Pensando na igreja-empresa, ou empresa-igreja, sei lá, eles estão certos mesmo. Pois já nos ensinam os primeiros conceitos de marketing que o vendedor de sapatos tem dois caminhos plausíveis: vender sapatos para quem já os usa, e/ou vendê-los para quem ainda não os usa. O primeiro caminho é bem mais fácil, oferece resultados mais rápidos, e só depende do tal sapato ter algum diferencial que o favoreça na comparação com os concorrentes. O segundo caminho é mais demorado, requer maior esforço, o que geralmente fica a cargo das ONG´s e da Saúde Pública. É justamente por isso que as primeiras perguntas dos bons marqueteiros são: “qual é o tamanho do mercado?”, “qual é o perfil dos atuais compradores?”, “quais as necessidades dos compradores estão sendo alcançadas com os atuais fornecedores, quais não?” Vender o produto para quem já o compra é o caminho!
O tamanho do “mercado evangélico brasileiro” realmente anima qualquer um. Uns dizem que somos 17% da população (uns 30 milhões), outros 22% (40 milhões). A maior estimativa que achei em pesquisas fala em algo perto dos 45 milhões de evangélicos no Brasil. Seja qual você escolher, estamos falando de algo perto de “uma Argentina” (37 milhões de habitantes), um pouco mais, um pouco menos. Cá entre nós, belo mercado, não?
Qual o perfil dos atuais evangélicos? Quais as necessidades deles que não vem sendo supridas “pelas atuais igrejas fornecedoras”? Só para dar um exempo, e para estimar por baixo, deixando um pouco de lado a maioria pentecostal & neo-pentecostal, basta analisar que em geral os evangélicos das igrejas chamadas históricas ou tradicionais vem costumeiramente procurando “um produto” mais contemporâneo, menos “engessado”, menos tradicional, menos litúrgico. Não é necessário ser um “gênio de marketing” para “bolar” um “produto” que atenda às necessidades destes evangélicos.
Portanto, por que não vender igreja para crente que está insatifeito com o atual fornecedor? Não é isso que faria um bom marqueteiro? Não é isso que faria um bom vendedor?
É… alguns bons já estão fazendo isso!
Por que perder tempo evangelizando incrédulos? Para que tanto esforço para convencer um descalço a calçar sapato? Que vendamos sapato para quem não vive sem eles, para quem quer tê-los às dúzias! Vamos convencer os crentes de hoje que a nossa igreja é mais!
Infelizmente, vivemos numa época em que igreja está virando um produto a ser oferecido.
Pena que igreja não é “produto”. Ou pelo menos não deveria ser. Deus chama de igreja o coletivo de pessoas alcançadas pela Sua graça e transformadas pela Sua intervenção.
Lamentavelmente, estamos na época em que os evangélicos são considerados um mercado para quem se pode vender produtos e serviços. E tudo isso porque os evangélicos assumem e gostam de ser tratados como mercado, como clientes, como consumidores dos produtos e serviços pelos quais, direta ou indiretamente, “pagam”. Buscam a melhor pregação, a melhor música, a melhor “unção”, a melhor solução para os seus problemas, a melhor programação para os seus filhos, e por aí vamos ladeira abaixo.
Pena que ser cristão não é ser cliente. É ser discípulo de Cristo. É ter tomado a cruz e decidido segui-lo. É ser de Cristo e viver para Ele. É ser igreja.
É triste ver que igreja virou produto e crente virou cliente. Mais triste ainda é notar que a pregação da cruz de Cristo vem virando acessório; algo que, na hora oportuna, “alguém vai falar… o importante é que a pessoa chegue até aqui! ” A pregação do evangelho de Jesus passa a ser tratada como algo “venha ver o que Deus tem para turbinar a sua vida”. Pecado, arrependimento, cruz? “Ora, nem fale assim porque pode assustar quem chega…”
Os marqueteiros e vendedores de igreja que me perdoem, mas não posso aplaudi-los. Por mais que reconheça sua capacidade de mensurar e caracterizar um mercado tão promissor e criar um produto atrativo! Que vendam o que quiserem, mas não o chamem de “igreja”. O dono dela, Deus, não nos autoriza a isso.
Os clientes de igreja, consumidores de atrações, idem. Que busquem seus melhores pregadores, a melhor programação. Mas não contem comigo para chamar tudo isso de igreja ou de evangelho. A isso dou nomes como “clube”, “confraria de amigos”, “programas de entretenimento”, “lenitivos de almas aflitas”, etc, etc.

Fonte:sitea feexplicada
 

CAMPANHA CADASTRA FAMÍLIAS PARA ACOLHIDA NA JMJ-RIO 2013

Campanha hospedagem JMJ 2013



Uma das etapas principais da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é a acolhida aos peregrinos que virão de todas as partes do mundo.

A Arquidiocese do Rio de Janeiro lançou ontem (4) a campanha de hospedagem para a JMJ Rio 2013. Com o lema ‘Faça milhões de amigos’ a ação é decisiva para a acolhida dos jovens que virão, de diferentes partes do mundo, participar do encontro com o papa Bento XVI na capital carioca.


A responsável pelo Setor de Hospedagem, Irmã Graça Maria explica que as hospedagens serão em casas de família, paróquias, escolas públicas e particulares, ginásios poliesportivos, casas de festas, centros comunitários e outros locais que sejam seguros e cobertos para que o peregrino possa ser alojado para pernoite.

“Ao exercitar uma das obras de misericórdia: ‘dar pousada ao peregrino’, a família sentirá a alegria e a oportunidade de dar testemunho e vivenciar sua fé e o dinamismo dos jovens de outras cidades, países e até mesmo continentes”, afirmou a Irmã.

De acordo com Irmã Graça Maria, para ser um hospedeiro durante a JMJ Rio 2013 é necessário fazer um cadastro no endereço www.rio2013.com\pt\hospedagem.

“Serão montados plantões paroquiais para atenderem estas pessoas que querem ser família de acolhida e não tem acesso à internet. Aqueles que quiserem oferecer seus estabelecimentos poderão entrar em contato conosco pelo email: hosped@rio2013.com, informando o endereço do local bem como nome e telefone de contato para que possamos estar agendando uma visita e fazer posterior cadastro do mesmo”, completou.

A meta é conseguir 500 mil hospedagens até julho deste ano, e 2 milhões até março de 2013.

Mais informações sobre hospedagem e voluntariado acesse www.rio2013.com.

Fonte: rio2013.com

sábado, 3 de março de 2012

Primeira relíquia cristã?


Desenho encontrado em catacumba de Jerusalém que seria a primeira manifestação dos seguidores de cristo causa polêmica.

Representação do que seria um peixe configuraria uma prova
de que o ossuário onde ele está gravado pertenceu a um cristão

Para quem estuda as origens do cristianismo, qualquer registro produzido durante ou próximo da passagem de Jesus Cristo pela Terra vale ouro. Além de raros, esses documentos, muitas vezes feitos por quem conviveu com o messias, têm importância histórica sem igual. Nesse sentido, fica fácil entender o rebuliço causado pelo anúncio, na semana passada, da descoberta do que seriam os primeiros desenhos e escritos cristãos, datados do ano 70 d.C. Encontrados por uma equipe de estudiosos da religião em uma catacumba debaixo de um condomínio de prédios de Jerusalém, os achados surpreenderam a todos. “Até a gente teve dificuldade em acreditar que havia feito essa descoberta”, diz Simcha Jacobovici, coordenador da empreitada, documentarista e professor na Universidade Huntington, nos Estados Unidos. “Mas as evidências que estavam diante de nós eram fortes demais.”

Dois objetos são o centro das atenções do achado – um ossuário gravado com um desenho que seria de um peixe, símbolo que imperou como representação gráfica do cristianismo em seu início, e uma pedra com inscrições na língua grega que poderiam ser traduzidas como “Divino Javé, ascenda”. Segundo a equipe de Jacobovici, a imagem do peixe seria a mais reveladora, já que ela seria uma referência à história de Jonas, tida como uma alegoria da ressurreição de Cristo, um dos pilares do cristianismo. Dado como morto ao ser engolido por uma baleia, Jonas surgiu vivo três dias depois, como Jesus emergiu de seu sepulcro.

Mas as sugestões espetaculares da equipe de Jacobovici, que trabalhou com a ajuda de um braço mecânico para chegar às catacumbas, não convence a todos. A comunidade arqueológica, em especial, tem se mostrado bastante cética. “Ninguém garante que o desenho seja de um peixe, muito menos que esse peixe represente a história de Jonas”, afirma Rodrigo Pereira da Silva, arqueólogo e doutor em teologia bíblica. “Há dúvidas também quanto à tradução do que dizem as inscrições.” O histórico de Jacobovici e sua equipe também não ajuda. Em 2007, o professor anunciou, com alarde, a descoberta do suposto ossuário de Jesus, o que foi prontamente rebatido por arqueólogos e logo identificado como uma ação de marketing para o lançamento de um livro e um documentário no mesmo ano. Curiosamente, um livro e um documentário estão previstos para acompanhar essa nova descoberta. “Para chegar às conclusões a que eles chegaram, esse material ainda precisa ser muito estudado”, resume Silva.

Fonte:blog igreja catolica apostolica romana

Revista IstoÈ

Os pais apologéticos orientais (gregos) e ocidentais (latinos)

No II e início do III século a Igreja cresceu tanto que chama a atenção dos pensadores pagãos que começam a atacá-la. Surgem dentro da própria Igreja elementos treinados em filosofia que conseguem responder a estes ataques e apresentar uma declaração positiva do que a Igreja é e o que ensina. Estes autores mostram um conhecimento de cultura e dialética que faltava aos pais apostólicos. Assim os primeiros apologistas procuravam defender o direito do cristão existir como cristão. Este intelectuais procuram defender o cristianismo contra 4 acusações básicas: Ateísmo, foram acusados de ateísmo por não adorar os deuses pagãos, coisa que os politeístas não podiam compreender. Paixão lasciva e incestuosa: suas reuniões nocturnas e secretas foram interpretadas como para dar oportunidade à carne. Canibalismo: ou malícia ou mal-entendido quanto ao comer o corpo e beber o sangue do Senhor. Ignorância: os mestres cristãos eram incultos. Ao invés de aceitar que o cristianismo seja uma religião nova, os apologistas baseiam sua antiguidade sobre o próprio AT. O cristianismo é apresentado como sendo o cumprimento das profecias mosaicas. Como Filo, eles procuram mostrar que Socrátes e Platão tomaram suas idéias do Deus de Moisés. Para os apologistas Cristo veio para cumprir as profecias do AT. Eles põem grande ênfases sobre a profecia como a principal evidência da verdade do cristianismo. Ao mesmo tempo a pureza da vida e dos ensinos de Jesus, bem como o poder transformador do cristianismo são constantemente destacados.
As primeiras Apologias (Apologistas gregos)
Aristides
Eloquente filósofo em Atenas, dirigiu sua apologia ao imperador Adriano (antes de 138). Faz uma pequena introdução quanto à natureza de Deus (primeiro motor) e do mundo. Divide a humanidade entre bárbaros, gregos, judeus e cristãos. Mostra que os primeiros três, partiram da religião da reta razão. Só os cristãos acharam a verdade. Distinguem-se como povo que participa da divindade e pelo amor uns pelos outros. O mundo será julgado por Jesus.
Flávio Justino
Foi o mais importante destes do II século. Filósofo por vocação, foi o primeiro dos pais que pode ser chamado de “teólogo”. Tentou mostrar que o cristianismo é a verdadeira filosofia. Foi martirizado em Roma em 166. Seu Diálogo com Trifon discute as relações entre o AT e o NT (em seus 142 capítulos). É uma vindicaçào do cristianismo a partir de Moisés e os profetas contra as objeções dos judeus. Nas 2 apologias: a primeira (com 68 capítulos) argumenta que é razoável abandonar as tradições que são más e seguir a verdade. Daí passa a fazer uma exposição da relação dos cristãos ao império e contrastar seus bons costumes com os maus dos pagãos.. A segunda (com 25 caps.) continua o argumento, dando atenção especial as relações entre o cristianismo e a filosofia pagã. Justino forma a transição entre os pais apostólicos e os patrísticos propriamente dito.
Taciano
Vindo do oriente (talvez da Assíria), converteu-se em Roma sob a influência de Justino. Posteriormente fundo uma escola herética na Síria. Escreveu um Discurso aos Gregos e o Diatesseron, este último sendo uma harmonia dos 4 evangelhos. O Discurso… é uma ataque à civilização e a religião helênica em que Taciano expõe o cristianismo.
Atenágoras
Contemporâneo de Taciano, deixou 2 escritos: Súplica a Favor dos Cristãos e Sobre a Ressurreição dos Mortos. A súplica, escrito em 177, procura rebater as acusações principais ao cristianismo: ateísmo, incesto e antropofagismo. A Ressurreição… procura mostrar que a ressurreição é necessária para ter uma ideia adequada de Deus e da natureza humana.
Teofilo
Bispo de Antioquia. Escreveu Três Livros a Autólico (180) para mostra a este seu amigo a verdade do cristianismo. O primeiro trata de Deus, o segundo contrasta os poetas e o AT., e o terceiro mostra a excelência moral do cristianismo.
Clemente (150-220)
Escreveu o Protreptikos, onde exorta o leitor a abandonar seus costumes pagãos e tomar o caminho da salvação. Seus 12 capítulos atacam os erros pagãos sem negar os valores da cultura helenista. O Pedagogo é uma obra que se propõe guiar o crente na conduta cristã. O Stromateis, é uma série de apontamentos onde expõe o mais profundo do pensamento de Clemente. Procura desenvolver a relação entre a filosofia e a teologia. A filosofia foi dada aos gregos com o mesmo intúito da lei aos judeus: ser um aio a Cristo.
Orígenes (185-253)
A obra literária foi imensa, embora a grande parte foi perdida. Há 800 títulos conhecidos das suas obras. Contra Celso, é uma obra apologética, foi escrito para refutar, argumento por argumento, um livro deste filósofo pagão contra os cristãos. Embora Orígenes cria firmemente na inspiração da Bíblia sua interpretação foi “espiritual”e não ao pé-da-letra. Falou que qualquer texto bíblico tem 3 sentidos: um literal ou corporal, um moral ou psíquico e um intelectual ou espiritual. Este último pode ser alegórico ou tipológico.
2.Os Apologéticos Latinos
Irineu
Nasceu entre 130-135. Foi discípulo de Policarpo. Foi muito estudioso. Citou quase todos os clássicos gregos, conhecia bem tanto o AT, e o NT, citou quase todos os escritores cristãos de que temos conhecimento e conhecia bem a literatura herética de seu tempo e dos tempos anteriores. Homem piedoso e zeloso pela fé, foi missionário na região de Leão. Quando Potino, o pastor da igreja de Leão, foi martirizado em 177, Ireneu aceitou este posto perigoso. No período de seu pastorado a perseguição diminuiu sensivelmente. No seu lugar surgiu uma expansão rápida do gnosticismo e outras heresias. Irineu escreveu seus cinco livros Contra Heresias (Adv.Haer.) em torno de 185. Nestes 5 livros Adv. Haer. (Contra as Heresias) temos: no primeiro livro dá um relato histórico das seitas gnósticas e apresenta como contrapeso a declaração de fé da Igreja Católica, talvez a primeira em forma de proposições. No segundo livro, é uma ataque filosófico as doutrinas gnósticas. Rejeita a espiritualização do texto sagrado. O terceiro livro procurou refutar o gnosticismo apartir das Escrituras. O quarto livro, apartir das palavras de Cristo; e o quinto, procurou vindicar a doutrina da ressurreição. No último manteve a vera humanidade e a vera divindade de Cristo, para depois demonstrar que o corpo é passível de salvação. Também escreveu : Exposição da pregação Apostólica. Tem caráter catequético, edificatório e indiretamente polêmico. A primeira parte é teológica (monarquia, trindade, batismo); a segunda cristológica (Jesus, o Senhor, o Filho de Davi, o esplendor da cruz, o reino de Deus). Irineu, concebeu a Igreja como uma unidade orgânica transmitida através duma sucessão de presbíteros. Deus ênfase à liberdade e autonomia de cada igreja como princípio básico da constituição eclesiástica.
Hipólito
Escritor grego em Roma em princípios do III século. Possivelmente discípulo de Ireneu, foi homem ambicioso e rigorista. Escreveu sua Refutação de Todas as Heresias, em 222. Consiste de 10 livros. A primeira parte (I-IV) procura mostrar que os hereges haviam tomado sua doutrina da ciência dos pagãos e não da revelação cristã. A segunda parte (V-IX) contêm uma exposição de 33 sistemas gnósticos.
Tertuliano
Natural de Cartago, foi educado em direito romano e retórica. Alcançou iminência antes de se converter. Estudou grego e escreveu umas obras nesta língua. Foi grandemente influenciado pelo estoicismo posterior. A influência do direito romano e da filosofia estóica são claramente visíveis nos seus escritos. Seus escritos latinos são volumosos e hábeis. Deitaram os alicerces para a teologia latina, inclusive a toda a terminologia teológica. Os seus livros podem ser divididos em: Apologéticos: (Contra Naçòes, Apologeticum, Adv. Judaeos); Dogmáticos e Polêmicos (De Praescriptions Haereticorum, Adv. Marcionem, De Carnis Ressurretione, De Baptismo, De Anima) e Ascético e Prático (17 livros)
Cipriano (200-258)
Foi um brilhante professor de retórica antes de sua conversão. Pouco depois da sua conversão se tornou bispo da igreja de Cartago em 248. Seu episcopado durou 9 anos. O ataque de Décio em meados do III século foi dirigido especialmente aos líderes das igrejas. Sendo assim Cipriano fugiu e se escondeu para não deixar a igreja de Cartago acéfala. Este ato foi muito criticado e, por uns, foi considerado apostasia. Escreveu dois livros para tornar conhecida sua posição quanto à eclesiologia e o tratamento dos “caídos” (lapsi): Dos caídos e o outro Da unidade da Igreja. Na questão dos lapsi, tomou uma posição medianeira: mais rigoroso do que Roma, mas não tanto quanto os novacianos. Realizou um concílio em 255 que tomou uma posição mais rigorosa quanto à validade do batismo herético. Foi Cipriano que mais fez nesse período para o desenvolvimento de pontos de vista e princípios hierárquicos. Estabelece distinção nítida entre bispos e presbíteros, bem como a supremacia da igreja de Roma como cátedra de Pedro e centro de unidade da Igreja Universal. Para Cipriano a Igreja é a arca (como a de Noé) da salvação. Ele cunho a frase: “fora da Igreja não há salvação”. Acrescentou outra: “quem não tem a Igreja por mãe, não pode ter Deus por Pai”. Para ele a unidade da igreja está no episcopado sobre o qual ela é constituida.
Recomendamos a leitura: Gonzáles, J. A Era dos Mártires. p.79-132; Cairns Earle; O Cristianismo Através dos Séculos, p.85-98
 
Fonte: a fé explicada

sexta-feira, 2 de março de 2012

* Nos últimos 11 anos 2,7 milhões de pessoas deixaram o grupo dos ‘não religiosos’ para aderirem a alguma religião. Neste mesmo período, 1,37 milhões deixaram de ser ateu.

Em todo o mundo, o número de ateus e não religiosos diminui a cada dia, de acordo com o estudo anual “Status das Missões Global.” Especificamente entre os anos 2000-2011, a categoria de “não religiosos” perdeu 700 adeptos por dia, enquanto a categoria “ateus” vem perdendo diariamente 300 adeptos.
No total, nos últimos 11 anos 2,7 milhões de pessoas deixaram o grupo dos ‘não religiosos’ para aderirem a alguma religião. Neste mesmo período, 1,37 milhões deixaram de ser ateus.
Comparado com os dados de 1970 (em plena revolução sexual no Ocidente e ateísmo comunista na Europa), vemos que em 41 anos, o ateísmo perdeu 28 milhões de adeptos. Em contraste, a categoria dos ‘não religiosos’ têm crescido para mais de cem milhões, devido à queda dos regimes comunistas.
Muitos ex-ateus desses países tem declarado ‘sem religião’. Da mesma forma, na China, Vietnã e outros países comunistas ainda, muitos preferem declarar que não possuem religião alguma, em vez de ateu.
Crescimento em todas as religiões
As religiões crescerão no século XXI. Todas elas. Mesmo o Judaísmo que atravessou uma crise, quando em 1970 possuía 15,1 milhões de seguidores, e em 2000, menos de 14 milhões, agora tem voltado a crescer e possui 14,9 milhões de adeptos. O restante dos religiosos está assim distribuído:
-O cristianismo, com todas as suas variantes (protestantes, católicos e ortodoxos), possui 2 bilhões e 300 milhões de seguidores, tendo um aumento diário de 94 mil pessoas.
-O islamismo, com quase 1 bilhão e 580 milhões de adeptos, vem crescendo a uma taxa de 79 mil fiéis, diariamente.
-O hinduísmo tem 952 milhões de seguidores, e aumenta em 37 mil, a cada dia.
-O budismo tem 468 milhões fiéis, sendo agregados à religião 13,8 mil pessoas por dia.
-O taoismo chinês e o confucionismo somam juntos 457 milhões, ganhando 9,3 mil seguidores ao dia.
-A religiões étnicas possuem 269 milhões de pessoas e tem um aumento diário de 9 mil pessoas.
No total, no mundo há 2 bilhões de pessoas que nunca ouviram a mensagem do evangelho. Outros 2,6 milhões já ouviram falar ou conhecem até certo ponto, mas eles não seguem o cristianismo.
Ainda segundo o estudo, a Igreja Católica possui 1 bilhão e 160 milhões de religiosos, aumentando este número em 34 mil por dia.
As igrejas protestantes são responsáveis ​​por 1 bilhão e 125 milhões de fiéis no mundo (incluindo os anglicanos), assim divididos:
-Carismáticos ou pentecostais são em 612 milhões, e aumentam em 37 mil a cada dia.
-Protestantes “clássicos” com 426 milhões, sendo aumentando este número em 20 mil por dia.
-Anglicanos, centrado principalmente na África e Ásia, totalizam 87 milhões, com um aumento de 3 mil, a cada 24 horas.
-Igrejas ortodoxas com 271 milhões, agregando-se diariamente ao grupo, 5 mil pessoas.
O estudo ainda revela que os grupos que incluem as Testemunhas de Jeová, o Mórmons, aqueles que duvidam da Trindade ou a divindade de Jesus e outros doutrinas similares somam juntos 35 milhões de adeptos, aumentando em 2 pessoas por dia.
Em 2011, os cristãos de todas as denominações tem feito circular mais de 71 milhões de Bíblias em mundo (há 1 bilhão e 740 milhões de Bíblias circulando no planeta, algumas em segredo).
Fonte:blog carmadelio
 CBN
, com adaptações de Holofote.Net

quinta-feira, 1 de março de 2012

O JEJUM É EXERCÍCIO PENITENCIAL

Basta um click, no controle remoto da televisão, e logo começa o bombardeio: Dinheiro fácil! Compre seu carro fácil, fácil. Compre isto, ou aquilo… Você poderia dizer: Mas ninguém anunciará um produto dizendo: Isto será difícil de você pagar, ou, você sofrerá para comprar, mas no final conseguirá. Parece loucura imaginar algo deste tipo. Porém, Nosso Senhor Jesus Cristo, que anunciou algo infinitamente superior, aos meros apetrechos da vida cotidiana, nunca prometeu facilidades, para todos os que buscam o que realmente é necessário. Ou seja, o reino de Deus. É válido lembrar o evangelho de João 16,33 “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo”. Também o livro de Eclesiástico no capítulo 2, 1. nos ensina: ” Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara tua alma para provação”.
Porém, não deveria ser o contrário? Não deveríamos ficar totalmente tranqüilos, de que, nada mais nos atingiria, e estaríamos imunes a todo e qualquer tipo de mal? Certamente se bastasse simplesmente se dizer cristão, e os males desaparecessem automaticamente, seria muito fácil. E você pode perguntar: Por que precisa ser difícil? Deus não é um Pai tão bondoso? Porque fazer seus filhos sofrerem com pesadas penas? Porque Deus não atende imediatamente, os pedidos de paz, de saúde, de emprego? Porque Deus parece ser tão incessível? Quantas e quantas mazelas no meio da humanidade, onde estas ó Senhor?
Gosto muito de dizer, que Deus é muito simples. Nós, é que sempre complicamos tudo. Voltemos ao início, quando os nossos primeiros pais, fazem a primeira grande opção, que geraria conseqüências para toda a humanidade. A opção pela desobediência é a raiz dos males que assolam nossos dias. Os nossos sofrimentos são frutos de nossas escolhas (Eclesiástico 15,17). Porém, fazer sempre a escolha certa está acima do entendimento humano (I Samuel 16,7). Logo, não é possível fazer o que é certo sem a graça de Deus. Buscar a graça é: Buscar a dependência de Deus. A tarefa torna-se muito difícil nestes tempos, em que, todos desejam ter a sua autonomia pessoal.
Vivemos dias preciosos, em nossa caminhada para junto de Deus. Porém, se não seguirmos o caminho certo, estaremos correndo o sério risco de nos perdemos, e de desviarmos definitivamente de Deus. O ato de fazer penitência é o nosso atestado de pequenez. É alguém que clama: Misericórdia! Pois, sou imperfeito e sem ti nada posso fazer. Quero lembrar aqui, dois preciosos caminhos penitenciais. Em primeiro a confissão individual. Tão pouco praticada. Não digo esquecida. Pois, na maioria dos casos a mesma é deturpada como se fosse coisa do passado, um sacramento antiquado que não cabe mais em nossos dias, e que, obteve sua grande melhora, sendo feito de forma comunitária. Ao contrário da débil mentalidade atual, a verdade permanece intacta. A promessa de Jesus é imutável, o sacerdote da Santa Igreja ao absolver o pecador confesso, anula a culpa, contraída através dos pecados, e dá a este filho pródigo, a oportunidade de começar de novo. Pois, bem maior que a pessoa do sacerdote que absolve, é Deus, que o chamou como instrumento, e lhe conferiu autoridade através da Santa Igreja, para Perdoar ou reter em seu nome os pecados cometidos. Desta forma, não excite em procurar um bom confessor para uma boa confissão.
O segundo santo exercício penitencial é o jejum. Tão esquecido e tão distorcido em nossas comunidades. Fala-se em jejum da língua, da televisão, etc… Porém, os nomes corretos destes sacrifícios, que também são válidos é mortificação. Logo, jejuar requer abster-se de alimento, e não de atos, que a própria coerência religiosa deveria ser capaz de nos fazer praticar. Quero indicar um pequeno livro, que pode ser muito útil para aqueles que desejam tornar o sacrifício do Jejum, uma constante experiência de Deus em suas vidas. O livro: Práticas de Jejum do Padre Jonas Abib. O mesmo possui linguagem fácil, e preço acessível.
Quero terminar, lembrando a você o livro do profeta Jonas. Onde é possível enxergar a força da penitência e da verdadeira mudança de vida. Pois, só um coração que se reconhece pequeno pode desfrutar da misericórdia do Senhor. Não foi por acaso, que Jesus faz seu primeiro anúncio dizendo: “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Fazei penitência, e crede no Evangelho”, Marcos 1,15.

Fonte:site afeexplicada

OS SACRAMENTOS

Antes de começar a postar os Sacramentos gostaria de lembrar que quem quiser ler a Bíblia toda nunca encontrará a palavra Sacramento. O Antigo Testamento fala de alguns ritos propiciatórios (sacrifício, circuncisão). O novo Testamento usa a palavra grega “mysterium”, mas como uma significação muito ampla, abrangendo Encarnação, Redenção, Celebração de ritos sagrados, Palavra revelada, etc. Somente no século XII começa a aparecr a palavra SACRAMENTUM para designar os sinais sagrados instituídos por Cristo, que significam, produzem ou aumentam a graça santificante. SACRAMENTUM etimologicamente é um termo composto de duas palavras: SACRA, que quer dizer coisas sagradas e MENTUM poderá ser uma flexão do verbo “memorare”, lembrar. Assim, seria mais ou menos isso: lembrando coisas sagradas, coisas de Deus.
Sacramento é sempre um encontro com Cristo através de um sinal. É sinal sensível e eficaz da Graça, instituído por Jesus Cristo e entregue a Igreja.
Os Sacramentos podem ser divididos da seguinte maneira:
• Sacramentos da iniciação cristã – BATISMO / CRISMA / EUCARISTIA
• Sacramentos da cura – PENITÊNCIA / UNÇÃO
• Sacramentos do serviço – MATRIMÔNIO / ORDEM
BATISMO
O sacramento do Batismo marca o inicio da vida cristã. É o sinal sagrado mediante o qual a pessoa é incorporada a Cristo e a Igreja. Trata-se de um sacramento que supõe e conduz a fé; um novo nascimento que nos faz filhos no Filho de Deus, consagra para a missão de Jesus sacerdote, profeta e servidor.
Pelo Batismo a Igreja vive sua dimensão materna, atualizando o mandato do Senhor: “Ide, ensinai a todos e batiza-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. É o sacramento que nos faz morada da Trindade.
Na linguagem popular, batismo indica algo de novo, um inicio, uma inauguração.
Na linguagem teológica, batizar é purificar com água. Usar um pouco de água e muito Espírito Santo… para transformar um ser em filho de Deus, irmão de Jesus Cristo, templo do Espírito Santo, membro da Igreja.
Pelo Batismo, o cristão é chamado a agir como e em nome de Jesus Cristo, sacerdote, profeta e pastor. Passando pela água, para viver segundo o Espírito na luta e defesa da vida. Participamos do seu sacerdócio de modo existencial e ministerial. Este segundo deve ajudar os batizados a viverem uma vida cristã como DOM RECEBIDO. Neste sentido, este segundo é sinal de unidade dentro da comunidade.
O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito e a porta que abre acesso aos demais sacramentos. Pelo batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornando-nos membros de Cristo, e somos incorporados à igreja e feitos participantes de sua missão.
CONFIRMAÇÃO (Crisma)
É um sacramento que melhor evidencia a ação do Espírito na vida da pessoa. Podemos dizer que este sacramento a pessoa atualiza pentecostes (At 2,1-42), para um viver em Cristo, vivendo em comunidade cristã e continuando sua missão e no Espírito (Jo 16,16-24), anunciando, com coragem a Boa Nova.
É um sacramento que melhor explicita a identidade e o dinamismo cristão dentro e fora da vida eclesial. Neste sentido um sacramento que abre para a missão, para o testemunho da vida e ações de Cristo, o “Ungido”.
A relação entre batismo e confirmação deriva da relação, na história, entre Ressurreição e Pentecostes. Ambas as dimensões inserem a pessoa no Mistério da Salvação e na comunidade do povo de Deus. O caráter sacramental se funda sobre a fidelidade divina. Este caratês comporta direitos e deveres, missão e consagração a Deus. Podemos ainda afirmar que a confirmação expressa a maturidade cristã, como plenitude cristã no espírito.É o sacramento da emancipação “do leigo” na Igreja para o desempenho da missão profética, santificadora e ministerial. Pela confirmação somos convocados a viver de maneira comunitária a fé, empenhados na edificação do Reino, testemunhando Jesus Cristo a serviço da transformação do mundo.
EUCARISTIA
Eucaristia está intimamente ligada a Páscoa. Já conhecemos o fato, que foi todo revestido de uma liturgia especial: os hebreus, na véspera da saída do Egito, de pé, rins cingidos para a viagem, comeram o cordeiro novo, de um anos, assado, com ervas amargas, pão âzimo, com vinho e água.
Como todo o Antigo Testamento é prefigurado do Novo Testamento, o cordeiro pascal simbolizava o verdadeiro Cordeiro que morreria para libertar o Homem do pecado. Um Cordeiro que se tornaria Alimento.
A Eucaristia é sacrifício verdadeiro e propriamente “em si” do único e universal sacrifício em favor da Igreja. Somos assumidos neste movimento “descendente” de amar na auto-entrega do Pai ao entregar o Filho por nós. É neste sentido que a Eucaristia é louvor e ação de graças: recebemos de Deus, devemos dar o testemunho de vida sacerdotal.
“A missa é sacrifício no sentido de sinalizar o Dom sacrifical de Cristo na Eucaristia para a nossa participação. Nela não é qualquer rito de oferta pensado ou constituído de forma qualquer, mas é a ceia”.
A Eucaristia é “chamada” de “sacrifício da Igreja”, no sentido de não oferecermos algo, mas a nós mesmos, numa isenção no auto-sacrificio do Senhor. Participando do Corpo do Senhor, nos tornamos corpo de Cristo. É este sentido profundo do COMUNGAR . No sacrifício da missa, a Igreja “nada acrescenta ao sacrifício de Cristo, nem renova, nem repete o que ocorreu uma vez por todas. Ela assume e participa no ato existencial de Cristo.
PENITÊNCIA OU MISERICÓRDIA
Não se pode negar que existe um certo mal estar diante do sacramento da penitência. Muita vezes ouvimos a objeção: “Por que confessar os pecados ao padre? Por que não confessar diretamente a Deus? Não é o homem fraco igual a todos?”
Nos sacramentos a graça de Cristo se viabiliza de maneira humana. O padre age na pessoa de Cristo. Nele Deus, a quem pedimos perdão, se viabiliza para nos garantir o perdão e a reconciliação. Por isso o pecador nunca é apenas um pecador em geral mas sempre é este ou aquele pecador concreto, que falha a comunhão com o próximo, com o mundo e com Deus. Ora, ma confissão a um sacerdote, o pecador pode ouvir a palavra do perdão de Cristo e da reconciliação da Igreja, pois, o pecado não é só ofensa a Deus fere também o outro, a comunidade e o mundo. Por isso não basta reconciliar-se com Deus. Precisamos reconciliar-nos com todos que ofendemos. O sacerdote representa não só Deus, mas também a comunidade.
UNÇÃO DOS ENFERMOS
A enfermidade representa uma prova dramática à qual todo homem, cedo ou tarde, tem de enfrentar. Ao cristão que se vê por ela afetado, a Igreja propõe um sacramento suscetível de conferir um sentido evangélico a essa dolorosa modalidade da existência: a unção dos enfermos.
Alguns esperam da unção um efeito de purificação espiritual; outros, a cura do mal, enquanto outros ainda nele vêem o sacramento que prepara o doente para o encontro definitivo com Deus.
Usa-se o azeite doce, de oliveira, consagrado com grande solenidade pelo bispo, na quinta feira Santa. Essa consagração é indispensável à validez do Sacramento. Temos um simbolismo plurivalente do óleo: para o corpo, significará remédio que alivia, e de quando em vez, restitui a saúde; para a alma, significará sempre a cura espiritual pela remissão dos pecados ou de suas conseqüências; significa, por vezes também, fortalecimento para o derradeiro combate.A unção busca valorizar o efeito corporal e estender a finalidade do sacramento ao conjunto dos doentes, afastando a perspectiva da morte, com condição necessária a sua recepção.
MATRIMÔNIO
Existe uma estreita relação entre os sacramentos do Matrimônio e da Ordem. Se temos hoje bons e santos sacerdotes, com certeza tais vocações são frutos de instrução religiosa cultivados desde a infância em meio a matrimônios santos, abençoados por Deus. Paralelamente, se temos bons casais que vivem fielmente sua união, certamente seu estado é conseqüência das orações dos nossos religiosos e sacerdotes e da instrução religiosa que recebida da Santa Madre Igreja . Santa Margarida, embora rainha, tomou a si a a tarefa de santamente ensinar os filhos na doutrina cristã e fazendo-os observar nos mandamentos das leis de Deus e da Igreja. Além disso, ensinava aos ricos e altamente colocados como devem passar o tempo e de que maneira devem tratar os pobres. Aos cônjuges, ensinava o devido respeito à Igreja, o zêlo necessário para ouvir a Palavra de Deus, observar as leis do jejum e da abstinência. Sem os princípios da religião de Cristo, não é possível nenhum matrimônio subsistir.
ORDEM
Instituído por Jesus Cristo desde os primórdios da Igreja, quando escolheu São Pedro como a rocha onde foi edificada a sua Igreja, o caráter hierárquico foi transmitido apostolicamente até aos tempos atuais. Não pode haver missão mais nobre que a de servir Jesus Cristo, abraçando a vocação religiosa. Nossos Sacerdotes e religiosos dedicam-se ao apostolado da instrução religiosa e trabalhando pelos interesses mais caros de Jesus, dele receberão uma recompensa extraordinária. Dessa missão, participam , principalmente os pais, depois os professores e catequistas, ensinando e instruindo nossas crianças na santa religião. Estas serão os homens e mulheres do futuro e grande parte delas serão nossos padres, religiosos e religiosas. Peçamos sempre ao Senhor que nos envie operários à sua Messe.
 
Fonte:site afeexplicada